terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

GUERREIROS DA GUARDA PORTUÁRIA




Durante a sua história, a Guarda Portuária teve em todos os portos, vários integrantes que demonstraram serem grandes guerreiros em defesa da categoria.

Tenho grandes recordações do Costa, o “Morreba”, do Porto do Rio de Janeiro e do Colares, do Porto do Recife, que juntamente comigo, defendiam a implantação da Polícia Portuária Federal, projeto do então Senador Nelson Carneiro - RJ.

Em Santos, como aos guardas portuários não podiam se sindicalizar, direito que só foi alcançado na Constituição de 1988, Everandy Cirino do Santos, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária - Sindaport, fazia política através da Associação Beneficente da Guarda Portuária, hoje extinta.

Se a Guarda Portuária ainda está presente no cenário da Segurança Pública Portuária, se deve ao profissionalismo dos seus integrantes e àqueles que fazem brava defesa em prol da continuidade desta corporação, razão que presto aqui uma pequena homenagem a quatro guerreiros que se destacaram nos últimos anos.

Talvez alguns possam não concordar comigo, mesmo porque ninguém é unanimidade, no entanto, todos concordarão em um ponto: Eles amam e lutam pela Guarda Portuária.

Com certeza temos outros bravos guerreiros nos portos citados e muito mais em outros a quem vamos homenageá-los em outra oportunidade.

LUIZ ROBERTO GOMES – Porto de Santos - SP

Gomez ou “Aranha”, como é conhecido, esteve presente nas maiores lutas dos últimos anos. Teve participação marcante no movimento “Guarda Portuária Sim, Terceirização Não”, que impediu a terceirização da Guarda Portuária e obrigou a empresa a realizar um concurso para admissão de novos guardas.

Foi fundador e presidente da Associação Profissional da Guarda Portuária – APROGPORT e na frente da mesma, foi um dos articuladores do movimento “O Trânsito é Nosso”, que impediu que a fiscalização do trânsito exercida pela Guarda Portuária passasse para a Polícia Militar, culminando, após um enterro simbólico, com a exoneração do então comandante Cid Pereira Santos, e a posterior publicação de uma lei permitindo que as Companhias Docas fizessem convênio e os guardas portuários pudessem efetuar multas.

Em 2012, como diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária – SINDAPORT apoiou os inspetores no movimento “O Dia do Jaleco”, combatendo a perseguição e o assédio moral, resultando na troca de comando da Guarda e posteriormente na exoneração do “todo poderoso” Celso Simonetti Trench Júnior.

Atualmente, licenciado do sindicato, Gomez ocupa pela segunda vez o cargo de Gerente de Policiamento, onde devolveu, depois de muitos anos, a autonomia aos inspetores II.

Gomes também teve atuação primordial na inserção da função de guarda portuário no Código Brasileiro de Ocupações – CBO. Ele também está sempre presente nas discussões políticas referente aos assuntos da Guarda Portuária, na cidade ou em Brasília.

MARCO JAMIL DE SOUZA – Porto do Rio de Janeiro - RJ

Foi Vice-presidente na AGPERJ de 2007 a 2010. Em 2008 foi presidente interino por alguns meses quando o então presidente da Associação, Jorge Dantas, concorreu à vereança do município de Japeri/RJ.

Quando o Comandante Alfeu A. Cardoso assumiu a Superintendência da Guarda Portuária, abriu mão de concorrer em alguma chapa pra poder participar de sua gestão.

Ele mantém á vários anos o respeitado Blog Policia Portuária Federal, que defende as causas da Guarda Portuária, o que por si só já é uma vitória, tamanha a dificultado de se manter um Blog.

Jamil está sempre presente em Brasília, em defesa das causas da Guarda Portuária, tendo tido papel importante em várias conquistas da categoria.

CILENO BORGES – Porto de Belém - PA

Guarda Portuário concursado da CDP desde 01 de agosto de 1997, nunca foi diretor, tampouco presidente do Sindicato da categoria (Sindiguapor). Em 2008 concorreu como vice de uma chapa do sindicato dos portuários (Sindiporto), porém a chapa não foi eleita.

No biênio 2010 / 2011, foi Conselheiro Suplente do CAP, indicado pelo Sindiporto, como representante do Bloco dos demais trabalhadores, mediante uma eleição com o concurso de outros nomes.

No CAP, teve papel mais ativo que alguns dos conselheiros titulares, honrando o seu mandato comparecendo em todas as reuniões, onde tinha direito a voz, mas não a voto. Foi exonerado pelo ministro da SEP sem qualquer tipo de justificativa, mas com certeza, foi por discordar das atitudes do então presidente do CAP.

Mesmo não tendo nenhum mandato sindical, tampouco o apoio do Sindiguapor, não se curva as perseguições e ao assédio moral que atualmente é imposto pelo presidente da CDP Carlos José Ponciano da Silva e o gerente de segurança Gilson André Ferreira da Silva, junto aos integrantes da Guarda Portuária.

LUCIO RICARDO NATAL – Porto de Laguna - SC

Tem trinta e três anos de Porto de Laguna. Desde1995 é dirigente sindical do Sintac no Porto de Laguna e seu representante legal junto a CODESP. O Sintac abrange quatro Portos sendo Itajaí, Navegantes, São Francisco e o Porto Pesqueiro de Laguna.

A sua vida profissional na empresa de 1979 até 1995 foi excelente como guarda portuário, após entrar para o sindicato sua vida virou um inferno. Perseguições, punições e até demissão em 2002, por não aceitar no Porto de Laguna as indicações politicas, pois são três cargos de chefia que o porto tem e por lei 63% dos cargos de chefia deve ser preenchido com funcionários de carreira, o que não acontece em Laguna, pois são todos políticos.

Como sindicalista, sempre denunciou as irregularidades. Após ser demitido, retornou sete meses mais tarde por força de decisão da justiça do trabalho. Desta data em diante não esmoreceu, foi denúncia em cima de denúncia contra a Companhia Docas do Estado de são Paulo - CODESP, administradora do porto. Por fazer tantas denúncias contra "O Presidente e seus Homens", no mês de dezembro de 2012, ganhou como presente da CODESP, uma suspensão de 30 dias. Não foram poucas as denúncias que fez, como a compra irregular de amônia pelo Porto de Laguna, culminando em uma investigação da Polícia Federal, que lacrou a fábrica por dias até que se regularizasse a questão.
Denunciou ainda para ANTAQ a terceirização da Guarda Portuária, que tomou uma multa de R$200.000,00 mil reais por infração ao art. 13, LI, Res. 858-ANTAQ. O Porto de Laguna foi multado pela ANTAQ no total de mais de um milhão de reais.


Por Carlos Carvalhal/Segurança Portuária em Foco

Um comentário:

JOSÉ CARLOS BARBOSA disse...

APROVEITO A OPORTUNIDADE PARA ACRESCENTAR NESSA LISTA O NOME DE GUERREIROS QUE FIZERAM E FAZEM, BASTANTE, UM DIFERENCIAL QUANDO SE TRATA DA GUARDA POERTUÁRIA, TAIS COMO POSSO CITAR ALGUNS:
DENALDO E JORGE DO PORTO DE RECIFE;
FRANCISCO DE FORTALEZA;
ENILDO DO ESPIRITO SANTO;
AGNALDO DE SÃO SEBASTIÃO;
PERICLES, MÁSCARA, BINIOU, (REIS), DJACIR;PERIM,... DO RIO DE JANEIRO;
VILMAR, YANES DE SANTOS;
TERRA DO RIO GRANDE DO SUL;
DIOGO DE ITAJAÍ;
NUNES DO PARANÁ,
LUCAS, EXPEDITO, JOSÉ CARLOS, RAFAEL RAPIQUIDO, DA BAHIA.
ENFIM, TODOS AQUELES QUE DIRETAMENTE OU INDIRETAMENTE LUTAM PELA GUARDA, INCLUSIVE OS QUE EQUECI DE CITAR.
GRANDE ABRAÇO AO MANO JAMIL E A TODOS.
JOSÉ CARLOS, PRESIDENTE DA ASGPOR-BA.