terça-feira, 7 de junho de 2011

Sem efeitos colaterais


Cresce uso de armas não letais pela PM. Ideia é evitar as balas perdidas. Nas UPPs, fuzis ficam trancados no arsenal

POR JOÃO ANTÔNIO BARROS
Rio - O que parecia restrito às telas de cinema em filmes de ficção aproxima-se da realidade: o Rio livre das armas de longo alcance. A aposta de uma nova era na Segurança Pública começa pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Armas, por lá, só mesmo a pistola no coldre dos PMs e o kit não-letal. Os fuzis, as escopetas e metralhadores ficam trancados no arsenal. É tempo de combater a violência nas ruas, mas sem os danos colaterais das balas perdidas.
Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
A ideia do secretario José Mariano Beltrame é retirar de pouco em pouco todos os fuzis das ruas. No máximo deixá-los no quartel ou em viaturas específicas de patrulhamento em áreas de risco. E no mesmo ritmo que saem as armas longas, entram as não letais. Além das UPPs, as motos e Patamos da PM já estão equipadas com os kits, que podem ter de spray de pimenta e bastões até pistolas elétricas, carabinas com balas de borracha, gás lacrimogêneo e granadas de luz e som.

“Usar armas não letais não significa desarmar os policiais. Eles terão novas opções”, destaca Beltrame. E a certeza do sucesso faz a indústria apostar em novas tecnologias. A Condor tem munição com rastreador - ótimo para o controle do estoque - e prepara uma pistola com o mesmo impacto da arma convencional. Só que com uma diferença: o projétil é de borracha. Derruba o adversário, mas sem matar.
Fonte: O DIA

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