segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vamos aguardar acontecer?

Taí uma matéria preocupante. A PEC 59 TEM que ser trabalhada com emergência. O que estamos fazendo para evitar o que a matéria profetiza abaixo? As Associações pararam de trabalhar em Brasília? Estamos satisfeitos? O que está havendo?
Reflitamos.


Marco Jamil 


Desestatização dos Portos


Efetivada a primeira fase da concessão de três dos principais aeroportos a empresas privadas, como o Governo Federal irá se posicionar em relação à politica de gestão portuária?
As carências do sistema portuário brasileiro são mais do que conhecidas, mas não têm o mesmo impacto das deficiências do aeroportuário, por envolver mais a carga do que as pessoas. Porém, tem um impacto econômico maior.





Diferentemente do sistema aeroportuário, há um grande volume de portos privados (caracterizados como terminais privativos - no sentido de que deveria ser de uso exclusivo do proprietário, o que não ocorre na prática). E dentro do porto há várias partes arrendadas a operadores privados.
O porto é um espécie de "shopping center" com o empreendedor construindo e gerenciando o conjunto e locando aos lojistas cada uma das unidades. As Cias Docas, na maior parte estatais, são os administradores do shopping center, por concessão da União, detentor da titularidade dos serviços públicos portuários, qualquer que seja sua localidade. E tanto dos marítimos como fluviais.
Um modelo de "privatização" seria a tradicional venda do controle acionário de algumas das cias docas. Outra seria a concessão direta a um grupo privado da gestão do porto, com a participação ou não da Cia Docas estatal. O modelo seria pelo aumento de capital com o grupo privado assumindo o controle acionário. Esses modelos tem o inconveniente de carregarem as dívidas anteriores, conhecidas e ocultas, o que gera insegurança jurídica e econômica para os eventuais investidores no controle acionário.
Com a lei dos portos o que se pretendia, usando as figuras acima, seria manter os "shopping centers" sob gestão estatal, com as lojas privadas, concorrendo com as lojas de rua, sem as regras do shopping. Em outros termos, dentro dos portos organizados - geridos pelas Cias Docas seriam serviços públicos, fora do porto organizado, serviços privados.
Seria uma grande desestatização ou "privatização", que sofreu grande inflexão com os governos Lula, com a tendência de fortalecer o papel estatal.
Com a mudança de orientação ideológica, com a presidente e o PT promovendo a concessão a privados, desde que não chamem de privatização, qua será a orientação com os portos?



Link: http://www.portogente.com.br/debate/index.php?cod=62687

Já vi ambientes como esse. rsrsrs

Não participe de rodinhas de funcionários falando mal do trabalho; isso não traz nada de positivo
Não participe de rodinhas de funcionários falando mal do trabalho; isso não traz nada de positivo



Quem nunca conviveu com um colega de trabalho reclamão, aquele para quem nada está bom? É o chefe que cobra demais, o cliente injusto, o salário baixo, o excesso de tarefas... Sempre há algum motivo para ele dizer, em qualquer pausa para um café ou durante o almoço, o quanto está insatisfeito. O problema é que esse colega torna a rotina bem difícil de suportar, já que o clima negativo atrapalha qualquer profissional, mesmo aquele que está empenhado em dar o melhor de si. Além disso, o hábito contagia. Sem perceber, quem sequer tem muitos motivos para insatisfação acaba entrando na onda de falar mal de tudo e de todos.

"A pessoa com postura negativa gera um clima de baixo astral. Quem está desmotivado não coopera com os outros e pode gerar uma cultura de desagregação", afirma João Baptista Brandão, professor e coordenador do master em liderança e gestão de pessoas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo. Portanto, vale ficar atento e não se deixar levar pela insatisfação alheia. Apesar de ser comum que o colega reclamão, aos poucos, seja excluído de "happy hours" ou do bate-papo durante o café, chamá-lo para uma conversa pode ser uma boa solução. "Pergunte o porquê da reclamação, faça com que ele reflita sobre o motivo de estar tão insatisfeito. Assim, ele também começa a perceber que está se tornando inconveniente”, diz José Roberto Marques, presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).

Se nem com a conversa ele melhorou de atitude, talvez seja a hora de se afastar ou fingir que não está ouvindo a reclamação do dia. "Se for possível, o ideal é deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro. Mas isso não é tão fácil de conseguir, e ninguém aguenta ficar muito tempo ao lado de uma pessoa tão negativa”, diz Brandão.  
Será que o "vírus" da reclamação te pegou?

José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, dá cinco pistas que podem indicar se você é um candidato a reclamão. Se você concordar com três ou mais das afirmações abaixo, repense sua atitude ou o seu emprego.

1.Estou sem paciência no trabalho e em casa.

2.Só consigo enxergar defeitos na empresa onde eu trabalho.

3. Acredito que o problema está nas pessoas com quem convivo.

4. Estou me sentindo desconfortável no trabalho.

5. Tenho dificuldade de me relacionar com meu chefe.

Dê uma força
Se o reclamão for mais do que um colega, for um amigo, você pode ajudá-lo a descobrir se está na hora de ele procurar um trabalho ou uma terapia --para descobrir o real motivo de tanta insatisfação.

Há quem faça da ladainha diária um hábito e, após um tempo, nem sabe mais dizer por que está reclamando tanto. E, nesse caso, evitar ao máximo participar das conversas que giram sobre o quanto o trabalho é ruim é o mais importante a ser feito. Se sua intenção é colaborar, não alimente esse tipo de assunto. Quando o colega começar com as lamúrias, mude o rumo do papo.

É preciso entender que há duas razões que levam as pessoas a reclamar. A primeira é a mais óbvia: o emprego não a faz mais feliz e está na hora de tomar coragem e procurar um novo desafio profissional. A outra, talvez mais difícil de ser descoberta, é um problema emocional. Nesse caso, mudar de emprego não adiantará, pois logo o novo trabalho, por melhor que seja, será motivo de infelicidade.

Saia do círculo vicioso da reclamação
Se você quer ajudar um reclamão ou se considera um (e quer mudar), veja as sugestões que talvez possam devolver o entusiasmo, de acordo com João Baptista Brandão Brandão. Você pode recomendar ao colega reclamão --se há intimidade para isso,  é claro-- ou usá-las para si mesmo.

- O reclamão deve refletir sobre o motivo da insatisfação. Está fazendo a mesma coisa há muito tempo? Não tem mais estímulo ou oportunidade de crescer? Há um objetivo em estar naquele determinado trabalho? Mesmo que não seja o emprego dos seus sonhos, pode ser um meio para conquistar algo que deseja? Dependendo das respostas, talvez a conclusão seja que é hora de procurar outro emprego.

- Não existe trabalho perfeito. Sempre haverá algo compensador e aquilo que não é tão prazeroso. Além disso, é preciso separar a esfera do "gostar" da esfera do "precisar".

- Muitas vezes, o funcionário precisa apenas de um novo estímulo no trabalho. Ter uma conversa com o chefe pode ajudar. Apresentar novas ideias e dizer que gostaria de fazer algo diferente, por exemplo.

- Aproximar-se dos colegas e melhorar a relação com a equipe é outro comportamento que torna o trabalho mais agradável.

- Procurar um mentor, que pode ser um especialista em coaching, um psicólogo ou alguém mais experiente que possa esclarecer dúvidas e ajudar a encontrar uma direção ajuda muito. O principal, sempre, é não alimentar reclamações.
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