quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Guarda Costeira ou Portuária????

Oficial que repreendeu comandante de navio vira herói na Itália



Por Philip Pullella

ROMA, 18 Jan (Reuters) - O oficial da Guarda Costeira italiana que ordenou ao comandante do navio naufragado que retornasse imediatamente a bordo se tornou um herói na Itália, digno de crédito por ter salvado a honra nacional em uma das noites mais sombrias do país.

A Itália ficou encantada nesta quarta-feira com a história dos dois capitães.

Um deles é o capitão da Guarda Costeira Gregorio De Falco, que ordenou furiosamente que o comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino - que havia abandonado o barco - retornasse ao navio para supervisionar as operações de resgate.

O outro é o capitão Schettino, que os jornais italianos chamaram de covarde por fugir diante da adversidade, e agora está sob prisão domiciliar acusado de homicídio culposo múltiplo, de provocar o naufrágio e de abandonar o navio.

"Ouça, Schettino, talvez você tenha se salvado do mar, mas eu vou fazer você ficar muito mal. Farei você pagar por isto. Vá para bordo!", gritou De Falco para Schettino durante um diálogo de quatro minutos, por rádio, divulgado na terça-feira.

A palavra italiana que De Falco usou, "cazzo', é uma gíria para o órgão sexual masculino, mas é usada corriqueiramente na Itália para enfatizar alguma coisa.

Na manhã desta quarta-feira já se podiam ver na Itália pessoas usando camisetas com a frase imperativa em italiano "Vada a bordo, cazzo!".

"Obrigado, capitão" era a manchete desta quarta-feira do maior jornal nacional, o Corriere della Sera, que assim refletia a gratidão dos italianos, que, por outro lado, veem o comportamento de Schettino como uma vergonha para o país.

"Dois homens... duas histórias, um que nos humilhou, o outro que nos redimiu. Obrigado, capitão De Falco. Nosso país precisa urgentemente de pessoas como você", assinalou o Corriere.

Um outro momento memorável do diálogo entre os dois capitães - ouvido por milhões de italianos - é quando De Falco grita para Schettino:

"Volte para bordo. Isto é uma ordem. Não há nada mais para você considerar. Parece que você abandonou o barco. Eu estou dando as ordens agora. Volte para bordo. Está claro?"

O novo ídolo italiano não é a figura típica para o papel. Aos 48 anos, calvo, usando uniforme, ele mais parece ser o maitre de um restaurante de luxo na costa Amalfitana do que um galã.

"Não sou nenhum herói", disse De Falco a repórteres nesta quarta-feira, quando entrava no edifício da magistratura da cidade de Grosseto, na Toscana, para dar seu depoimento à investigação sobre o acidente.

A julgar pelos comentários no Twitter, Facebook e outras redes sociais, os italianos, cujo país está mergulhado em problemas econômicos e corrupção, discordam fortemente.

Uma mensagem no Twitter de Sofia Rosada dizia: "São homens como De Falco que deveriam estar governando. Em vez disso, estamos cheios de homens como Schettino."

Alguns chegaram a lembrar de Jesus Cristo e Judas Iscariotes - um salvador e o outro, traidor.

Considerando que De Falco costuma ser um homem de fala mansa, despretensioso e até mesmo tímido - quando não está diante de um naufrágio - ele iria imediatamente rejeitar a aclamação de santo.

Mas De Falco pode se emocionar com uma mensagem do menino Salvatore Garzillo: "Da próxima vez que alguém me perguntar o que quero ser quando crescer, vou responder: 'um homem como De Falco'."



(Reportagem adicional de Silvia Ognibene em Grosseto)

Reuters

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mais uma conquista para a Guarda Portuária carioca

Mais uma vez enfatizo que a minha mudança de posicionamento profissional, não modificaria em nada meus anseios e sonhos em favor da Guarda Portuária do Brasil, muito pelo contrário, somente aumenta o alcance do meu grito em favor desta centenária classe. Apenas foquei minhas forças abraçando apenas aquilo que meus braços alcançam.

Aqui no Rio de Janeiro, há muito tempo, tínhamos um emperramento quanto à emissão de Portes de Armas particulares dos integrantes da corporação. Mesmo utilizando a Associação à época, não obtivemos êxito no pleito.

Consegui, após muito insistir em outras épocas, uma audiência no DPF aqui no RJ no mês de novembro passado, onde acompanhado do Superintendente da Guarda Portuária, o Comte. Alfeu Cardoso, conversamos com o Superintendente do DPF aqui no Estado.

Após agradável e longa conversa, o superintendente, Dr. Walmir, nos declarou entender ser legítimo e legal conforme a Lei 10.826/2003 a concessão do Porte de armas de fogo aos Guardas Portuário, desde que atendidas as exigências legais conforme dita a Lei do desarmamento.

O primeiro porte emitido é o do companheiro Rangel (já autorizado no DPF), Guarda Portuário e lotado no Porto de Itaguaí, acaba de me ligar e com satisfação, confirmando o que eu já sabia, mas não podia publicar antes.
Está aí mais uma conquista, pois me orgulho a cada conquista justa e legítima em que alcançamos com sucesso. Agora teremos o direito voltarmos ao nosso lar com a sensação de que poderemos repelir agressões injustas por natureza de nossa missão.
Gostaria de externar aqui os meus sinceros agradecimentos fraternos ao Dr. Walmir Lemos de Oliveira, que acolheu com respeito e honra os representantes da Guarda Portuária do Rio de Janeiro e reconheceu o legítimo direito da Guarda Portuária. É bem verdade que em outros Estados o direito já estava sendo reconhecido, mas aqui no Rio de Janeiro haviam dificuldades mil.
Dr. Walmir Lemos de Oliveira - Superintendente DPF/RJ

Juntos somos Fortes!
Boa sorte a todos os companheiros por mais esta vitória e façam bom uso do direito que nos é conferido.

Marco Jamil
Guarda Portuário do Rio de Janeiro.

OGX encontra petróleo na Bacia de Santos

A OGX, empresa de petróleo do grupo EBX do empresário Eike Batista, comunicou, nesta segunda-feira, em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ter feito uma importante descoberta de petróleo e gás natural no bloco BM-S-57 no pós-sal na Bacia de Santos. A descoberta foi feita com a perfuração de um poço situado a 102 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e em águas rasas de 155 metros de distância do nível do mar ao solo marinho. Essa é a primeira descoberta comercial no bloco, que tem um outro poço não comercial.

 Nota na coluna Ancelmo Gois, publicada nesta segunda-feira, afirmara que as estimativas de reservas no campo seria de três bilhões de barris de petróleo leve. Ainda segundo o colunista, Eike Batista já teria comunicado a descoberta à presidente Dilma Rousseff e ao ministro de Minas e Energias, Edison Lobão.
 Sem confirmar o volume das reservas estimadas, em nota, a companhia destacou que esta é uma importante descoberta pela grande coluna (de mil metros) com hidrocarbonetos (petróleo e gás). A forte presença de gás natural gerou um "kick" (um evento que ocorre quando a pressão seja do óleo ou do gás é maior do que o peso da lama injetada durante a perfuração do poço ), o que segundo a empresa, está sendo controlado.

 O vazamento da Chevron, no início de novembro, durante perfuração de um poço no Campo de Frade, na Bacia de Campos, teve início exatamente por um "kick", o peso da lama não foi suficiente para conter a forte pressão do petróleo e gás no reservatório, que acabou vazando para as rochas provocando grandes fissuras no solo marinho por onde vazou cerca de 2,4 mil barris de petróleo.

 A OGX está se preparando para iniciar a produção de petróleo no próximo dia 28 em outro de seus campos na Bacia de Campos.

 Da Agência O Globo

Maricá terá megaporto de R$ 5 bilhões até 2015

A Região dos Lagos deverá ganhar um dos maiores portos do país: o Terminais Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, em Maricá. A DTA Engenharia, responsável pelo projeto — chamado de Porto do Pré-Sal e avaliado em R$ 5,4 bilhões —, espera que a iniciativa se torne a âncora do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj, em Itaboraí). O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país. A iniciativa, porém, preocupa ambientalistas, que temem impactos na região. Para evitar críticas, os empreendedores prometem revolucionar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.

Local em Maricá onde será construído um novo grande porto para atender o comperj e o pré-sal Foto: Divulgação / Agência O Globo
Local em Maricá onde será construído um novo grande porto para atender o comperj e o pré-sal Divulgação / Agência O Globo
O projeto tem o apoio do governo do estado, que prometeu criar acessos ao novo porto a partir do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio e conceder parte da Estrada de Ferro Leopoldina ao empreendimento. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj. O porto deve destinar apenas 30% de sua capacidade à Petrobras. O restante será voltado para as companhias estrangeiras que atuarão no pré-sal.

— Este será o porto do pré-sal. Já temos mais procura que espaço, teremos overbooking de empresas — afirmou João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior.

Ele lembrou que o terminal contará com atividade de apoio offshore e prevê um grande estaleiro para reparos, algo inédito no país. Oliveira Neto diz que o terminal terá capacidade para receber, armazenar e classificar o óleo extraído por plataformas. O financiamento virá das empresas interessadas em participar do projeto. Ele diz que já foi comprado o terreno do porto e contratada a Vinci Partners para fazer a estrutura financeira da iniciativa:

— São empresas triple A, o mundo está sedento de iniciativas assim. O BNDES está me procurando; quer colocar sua placa neste projeto.

Oliveira Neto disse que o TPN possui uma profundidade natural de 30 metros, que reduzirá custos com dragagem. Ele disse ainda que o porto será erguido em um local onde antes funcionava um campo de golfe, e onde não há vegetação primária.

— A não ser que descubram que lá é o local de procriação da baleia branca de papo amarelo, não vemos maiores impactos ambientais — brincou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio, Júlio Bueno, confirma que a iniciativa tem o apoio do governo estadual e que um estudo preliminar não detectou maiores problemas ambientais:

— O porto pode ser o início da redução de uso do Tebig (o terminal mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis), ou seja, é a chance de retirar a atividade de petróleo de um paraíso — disse Bueno.

O secretário afirmou que o porto não vai "lotar" a costa fluminense e canibalizar outros portos existentes ou em planejamento, como os novos terminais da Petrobras para Itaguaí ou a expansão das atividades da estatal na Baía de Guanabara.

Já Oliveira Neto destaca a tecnologia inédita que o TPN terá para reduzir riscos de acidentes ambientais:

— Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os moles (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto.

Para Greenpeace, projeto deve ser repensado

A Petrobras não comentou a iniciativa. Já o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, disse que a maior parte da população apoia a obra.

— Sempre vai ter gente contrária, mas o projeto é bom. Vai gerar empregos e continuaremos com o turismo — disse ele. — O empreendimento compensará o impacto, transformando Ponta Negra em complexo turístico.

A Secretaria estadual de Meio Ambiente confirma que foi procurada informalmente pelos responsáveis pelo empreendimento e que o subsecretário, Luiz Firmino, afirmou que não via, em princípio, "nada problemático" no projeto, embora ainda não tenha recebido os estudos.

Leandra Gonçalves, coordenadora de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, afirma que o projeto precisa ser repensado e que a região é importante para quatro espécies diferentes de baleias: jubarte, orca, franca e bryde, da qual se conhece pouco.

— O Greenpeace não é contra portos, mas não é melhor fazer um planejamento e aproveitar melhor as estruturas já existentes? — indaga.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/marica-tera-megaporto-de-5-bilhoes-ate-2015-3666220#ixzz1jheNeW4o 

Belém do Pará vai se firmando como destino de diversos cruzeiros

Até maio deste ano, cerca de 20 mil turistas devem desembarcar no Pará oriundos de diversos países e usando como meio de transporte 25 navios cruzeiros que chegam ao Estado desde outubro de 2011.
Na última quarta-feira (11), por exemplo, o navio Aida ancorou na baía do Guajará, em frente a Belém, com centenas de turistas alemães, que permaneceram na capital paraense até quinta-feira (12), data do aniversário de 396 anos de Belém.
O roteiro de visitação desses turistas incluiu os principais pontos turísticos da cidade, como Estação das Docas, Complexo Feliz Lusitânia, Museu Paraense Emílio Goeldi e Ver-o-Peso. Nesta sexta-feira (13), um novo navio, o Amsterdã, chegou à orla de Icoaraci, trazendo 1,6 mil turistas de procedência inglesa. Segundo João Ribeiro, diretor da Amazon Incoming Service, principal operadora de receptivo de cruzeiros do Pará, o Estado receberá em janeiro quatro navios, somando 3,8 mil turistas.

Em fevereiro, chegam mais seis navios, com 5,5 mil turistas, e em março, quatro cruzeiros aportam na capital paraense, trazendo a bordo 4,1 mil turistas. Em abril serão mais dois navios (com 2,6 mil turistas) e, em maio, um navio, com 200 turistas. Os principais pontos desses desembarques são Icoaraci, Belém e Santarém (Alter-do-Chão). Entre os navios que aportam nesse período está o Astor, com 700 turistas, que chega a Belém.

Para incentivar o uso do potencial hídrico do Pará na atividade turística, tanto para o turismo de sol e praia como para os passeios pelos rios da região, a Companhia Paraense de Turismo (Paratur) fez, na última terça-feira (10), a Oficina Técnica de Fortalecimento de Circuito Integrado do Turismo. A programação, que segue orientações do Plano Estratégico de Turismo do Pará, lançado pela Paratur em novembro do ano passado e que esta semana começa efetivamente a ser implementado, teve a participação do trade local, em especial agências de viagens do Pará.

O objetivo da oficina foi inserir o Pará na agenda da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para a criação do circuito Amazon Water Tourism Route, com o propósito de identificar e descrever a criação dos cincos atrativos principais da Amazônia nesse tipo de rota turística. Os países parceiros, neste sentido, são Equador, Peru, Colômbia, Bolívia e Brasil.
A OTCA está trabalhando no estabelecimento dos pré-circuitos de turismo. O Pará está participando de dois circuitos, no Amazon Tour e também no Amazon Water Tour World. Para o presidente do Conselho Estadual de Turismo, Ávaro do Espírito Santo, é importante que os segmentos sejam fortalecidos com estratégias de desenvolvimento turístico do Estado. O segmento de cruzeiros marítimos é um dos que têm apresentado um crescimento mais preciso nos últimos anos.

“Esta oficina é uma maneira de organizar os atores que participam do processo do turismo do Estado, no sentido de pensar em formas de estratégias para aumentar e potencializar os segmentos dos cruzeiros marítimos”, avalia Álvaro. “O desenvolvimento de rota marítima tem grandes chances de ser incrementado e planejado para uma visão pan-amazônica. Esse segmento está aumentando”, avalia o presidente da Paratur, Adenauer Góes, ao afirmar que esta é também uma ação prevista do Plano Estratégico de Turismo e que será contemplada pela Secretaria de Estado de Turismo, em consonância com a missão de marketing, promoção e divulgação da atual Paratur.

Com as informações – APN
Por Rodrigo Cintra