sexta-feira, 16 de março de 2012

Pagar pra ver?

Até quando vamos ficar de braços cruzados ou de olhos vendados, ouvidos tampados e boca amordaçada?
As coisas estão acontecendo, e se continuarmos dormindo aguardando uma caneta santa assinar nossos pleitos, viraremos verdadeiro exército de homens e mulheres frustrados, desempregados.

Terceirizações de Portos, de postos, Privatizações, arrendamentos, etc. tudo conspira para que o capital privado tome de assalto todas as nossas riquezas, é o que está sendo veiculado na mídia impressa e digital nos últimos dias.
Precisamos nos posicionar, e isso não envolve truculências, greves, discussões acirradas ou ofensas, mas uma política de presença, de negociações técnicas e responsáveis. Não há mais lugar para maus profissionais, funcionários negligentes ou que não valorizam aquilo que se propõe a fazer, afinal prestamos um concurso público para um determinado fim:

A SEGURANÇA PORTUÁRIA

Devemos trabalhar com responsabilidade, com inteligência e mostrar àqueles que trabalham pelas privatizações que a Guarda Portuária é ESSENCIAL, é ESPECIALIZADA, PREPARADA E SÉRIA.
Muitos não tiveram ainda a oportunidade de conhecer nosso trabalho, nossas atribuições, mas alguns outros, não menos importantes, já conhecem e começam, mesmo que tardiamente a prestigiar e explorar nossas habilidades no contexto da Segurança Pública.
Como já publicamos neste modesto canal, a Guarda Portuária do Rio de Janeiro já é vista pelas autoridades de segurança de nosso Estado como um ente importante, Seja a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Marinha do Brasil, ABIN entre outras. Estamos mantendo constante conversação para troca de informações e experiências.

Fui convidado a participar do Jantar Solenidade dos 68º anos da Polícia Federal em Brasília, pois tive a honra de estar entre os seletos convidados, isso para representar a nossa Guarda Portuária nacionalmente. Isso mostra que não somos esquecidos, mas precisamos estar sempre presentes.

O que falta então para a consolidação e segurança da Guarda Portuária?
R: Falta uma política pacífica de PRESENÇA, de provocação positiva, travar conversação com as pessoas certas, participação de TODOS os ESTADOS em que existam Guardas Portuários, propostas inteligentes e técnicas, integração com outras forças de segurança.
Acabou a época em que o companheiro escolhia a não filiação às nossas associações ou sindicatos. Eximia-se em contribuir ou participar de ações políticas ou de exercer suas atribuições com zelo e responsabilidade, sem técnica. As associações dependem do associado, de sua força de suas contribuições para movimentar essa delicada roda gigante.
 Viver reclamando não adianta! Mostremos aos políticos brasileiros o quão somos importantes para a economia do Brasil. Também não adianta procurar culpados, precisamos, cada um de nós, fazer a nossa parte.
Ficar parado não resolve.
Nos dias 26 e 27 de Abril próximo, levemos as lideranças para o Encontro Nacional no Ceará, levemos sobriedade e bons argumentos, pois o Sr. Ministro Leônidas precisa de soluções, e se for o caso, posso contribuir com algumas.
Reflitamos, pois as PRIVATIZAÇÕES estão aí, e se chegarem até os portos, nossa Guarda Portuária de 200 anos pode ser extinta, inclusive seu emprego.

Marco Jamil
Guarda Portuário Federal/RJ

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