sábado, 15 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Atuação do Dest é ditatorial e inoportuna

da Reportagem Portogente
Texto atualizado em 13 de Outubro de 2011 - 13h31

Portogente tem recebido, nos últimos dias, muitos comentários sobre a situação que envolve a diretoria da Companhia Docas do Estado do Rio de Janeiro (CDRJ). A maior parte das postagens é de críticas à gestão da CDRJ. Na última terça-feira (11), os portuários do Rio de Janeiro pararam suas atividades por 24 horas. Segundo o presidente do Sindicato dos Portuários do Rio, Sérgio Giannetto, a adesão à greve, chamado de “Movimento Único Grevista da Categoria Portuária Fluminense”, foi de 100%.

Giannetto aceitou falar ao Portogente sobre os problemas que tiram o sono dos portuários cariocas, e, ao que parece, estão longe de solução. Nesta primeira parte da entrevista, o sindicalista fala da atuação do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, que define como ditatorial e intempestiva. Na segunda parte da entrevista, que estará no site na próxima segunda-feira (17), Giannetto fala sobre a diretoria da CDRJ e da interferência do PSB no setor portuário.

Portogente – Como o senhor vê a atuação do Dest nas discussões dos acordos coletivos dos portuários no Rio de Janeiro e em outras Autoridades Portuárias?
Sérgio GiannettoEu vejo como intempestiva, ditatorial e inoportuna. Não questiono que setores externos do Governo Federal opinem ou imponham esse ou aquele procedimento e veto, pois como “dono” da empresa estatal pode até assim fazer. O que é inadmissível é a intromissão, como disse intempestiva, na relação entre a Empresa e os trabalhadores, que após terem cumprido todos os ritos legais e de costume de um Acordo Coletivo de Trabalho, através dos seus representantes legítimos, vem o Dest e diz: “Docas não cumpra o que você acordou, desfaça tudo e mais, tire direitos e conquistas de mais de 20 anos”.


Portuários do Rio de Janeiro pararam atividades no dia 11 último contra a postura do Dest - Foto: Divulgação

Portogente – Portogente vem recebendo muitos comentários apresentando uma situação crítica dentro da diretoria da CDRJ.

O que está acontecendo é que querem que interesses políticos partidários sobressaiam sobre aos da política de gestão técnica portuária. Quanto aos comentários é característica dos portuários do Rio de Janeiro dar a sua opinião de forma veemente, ainda mais quando eles têm motivos.

Portogente – Como é a formação da diretoria da CDRJ? Foram indicações mais políticas? Ou são pessoas do quadro de carreira da empresa ou técnicos do setor portuário?

Dos quatro diretores, somente um é do quadro de carreira. É público que o PSB interfere e quer interferir mais ainda na gestão portuária nacional, na maioria das vezes, sem ter o conhecimento mínimo do que é a atividade portuária.

Continua na próxima semana

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Apagão na Segurança pública??

Sem reajustes para policiais, Brasil corre o risco de sofrer “apagão” da segurança pública 

Para especialistas, PEC 300 é importante, mas é insuficiente para solucionar o problema

Marina Novaes, do R7 - 09/10/2011


Para especialistas, polícia pode entrar em “colapso” se não for criado um plano de carreiras para a área.

A Câmara dos Deputados deve votar ainda em 2011, em segundo turno, a PEC 300, proposta que cria um piso nacional para policiais militares, civis e bombeiros. Mas apesar de concordarem com a aprovação da medida, que enfrenta resistência por parte dos governos estaduais e federal, especialistas ouvidos pelo R7 dizem que ela não é suficiente para solucionar o problema da segurança pública no Brasil.

Vote: qual deve ser o piso salarial da PM?

Leia mais notícias no R7

Para Guaracy Mingardi, analista criminal e professor da escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e para o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, o Brasil deveria fazer uma “profunda reforma” em seu sistema de segurança, na qual o reajuste salarial das categorias seria apenas um dos pontos a serem implementados, mas não o único.

Para começar, os analistas rejeitam o argumento da União e dos Estados de que falta dinheiro para a área. De acordo com Lima, em 2010, o Brasil gastou, em média, R$ 55 bilhões com segurança pública, quantia que seria muito melhor aproveitada se fossem repensados os gastos do setor.

- O Brasil tem um sistema que gasta muito, mas que é caótico, pouco eficaz, e que paga muito mal seus policiais. O país investe, em média, 1,3% do PIB [produto interno bruto, ou a soma de todas suas riquezas] com a área da segurança. É o mesmo que a França gasta, mas os policiais franceses são mais bem pagos e as taxas de violência são bem menores. Por quê? É algo pra gente pensar.

De acordo com o levantamento mais recente do Fórum, cujos dados são de 2009, em ao menos 12 Estados e no Distrito Federal a taxa anual de assassinatos é acima da média nacional, que é de 25 mortes para cada 100 mil habitantes – número que vem diminuindo, mas que ainda precisa melhorar.

Uma das soluções apontadas pelos especialistas para realizar gastos públicos mais eficientes com a área seria unificar as polícias Civil e Militar. De acordo com Mingardi, o fato de o país ter duas corporações distintas, sob a tutela dos governos estaduais, “duplica os custos com pessoal e com infraestrutura”. Entretanto, a proposta não encontra apoio nem mesmo dentro das corporações, cuja rixa histórica não é segredo.

- A unificação lenta das polícias diminuiria custos e aumentaria a eficiência. Mas ninguém quer falar nisso, inclusive as próprias polícias são contra. A rixa é muito grande e cada um dos dois lados tem medo de ser engolido pelo outro.

Se a unificação ainda não é vista como uma alternativa, uma saída seria diminuir a hierarquia dentro das corporações, ou mesmo repensar no que cada uma poderia ajudar à outra, observa Lima.

- Deveríamos pensar em como organizar as polícias de uma forma mais racional, sem grandes conflitos de competência entre Polícia Civil e Polícia Militar e Polícia Federal. E também pensar em como adotar novas tecnologias, para sair do binômio efetivo-viatura.

Além disso, ressaltam, a questão salarial não é um problema apenas de quem está começando a trabalhar. Em grande parte dos Estados, falta um plano de carreiras e salários, ou seja, mesmo nos locais que pagam um piso salarial razoável, os policiais que estão há anos nas corporações veem seus salários aumentar muito pouco ao longo dos anos.

Colapso

Embora façam coro para destacar que a questão salarial não é o único problema do setor, os especialistas admitem que talvez ela seja a mais urgente. Para eles, a tentativa do governo federal e dos Estados de adiar a votação da PEC 300 pode se tornar um “tiro no pé”, visto o número de greves e protestos que têm ocorrido pelo país.

Em recente artigo, Mingardi alertou para um risco iminente de “apagão” na área, a exemplo do que ocorreu no governo FHC, que sofreu com o apagão do setor de energia, e no governo Lula, quando o problema maior foi o setor aéreo. Em entrevista ao R7, ele reforçou que, caso o Executivo não dê pelo menos um “sinal” às polícias, o governo Dilma pode enfrentar, em breve, um “apagão da segurança pública”.

- Se não houver uma satisfação para a polícia, você pode ter um apagão mais generalizado no ano que vem. Neste ano, nós tivemos vários focos de apagão, com greves e protestos. Mas se mostrarmos que a coisa está caminhando, é provável que no ano que vem a gente enfrente ma sequência de confrontos inédita.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Greve paralisa Porto de Vitória e terminais


A Assessoria de Imprensa do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES) informou que a greve de 24 horas que ocorreu no Porto de Vitória e nos terminais de Vila Velha (TVV) e de Peiu (TPP) transcorreu de forma tranquila com a adesão dos trabalhadores. O movimento teve início às sete horas da manhã desta terça-feira (11).
O protesto é contra o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, que, apesar do consenso entre sindicatos e Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), não autorizou a assinatura do acordo coletivo da categoria.
Veja, a seguir, as fotos do movimento nesta terça-feira (11), em Vitória.


Fonte: Portogente

O CAOS PORTUÁRIO NO RIO DE JANEIRO

Talvez agora o DEST tenha a dimensão da força dos Portuários fluminenses. O CAOS, foi como foi anunciado em algumas rádios do Rio de Janeiro. Em Itaguaí, mais uma vez, um verdadeiro NÓ, na entrada principal do porto. Com a Greve dos Portuários da CDRJ, que alcançou 99% de adesão, a Guarda Portuária teve um trabalho hercúleo para controlar e verificar cada um dos milhares de usuários. São nessas oportunidades que elementos hostis se aproveitam para adentrar nos portos organizados.

Vejam as fotos. Engarrafamento de TRENS!!!!!! Sem profissionais da área de Meio Ambiente ou Segurança do Trabalho, os Guardas vistoriavam qualquer tipo de elemento que se apresentava, desde usuários até veículos sobre trilhos. Cada vagão, cada carreta, cada veículo.
Uma operação de Pente Fino seguirá na próxima quita e sexta-feira, só que agora com os demais profissionais da Cia. Navios ficaram impedidos de sair ou de entrar na Bahia da Guanabara.
Pra se ter uma idéia, funcionários do alto escalão da VALE, foram ao trabalho de lancha, pois não conseguiram acesso pela estrada totalmente PARADA.

O DEST TEM QUE HOMOLOGAR O QUE JÁ FOI ACORDADO entre a CDRJ e os TRABALHADORES.

AVANTE PORTUÁRIOS, AVANTE BRASIL!



















terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Rio não está Só!

ONDE O DEST QUER CHEGAR?????????????



Atualizada às 12h

Trabalhadores da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) decidiram paralisar as atividades durante esta terça-feira (11). Cerca de 400 funcionários aderiram ao movimento e os serviços no Porto de Vitória e no Porto de Capuaba estão totalmente interrompidos.

De acordo com o Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES), os trabalhadores reivindicam reposição salarial e ticket de alimentação. Uma proposta com piso salarial de R$ 1,4 mil e ticket de R$ 750,00 já foi encaminhada a Codesa, mas a companhia precisa da aprovação do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest).

Segundo o secretário geral do sindicato, Marildo Capanema Lopez, o Suport negocia com a Codesa desde julho deste ano. "Iniciamos a negociação e até agora não ocorreu nenhum avanço devido a intervenção do Dest. A Codesa até aceitou a proposta e nos comunicou que pode pagar os vencimentos requeridos, mas está na dependência do Dest". 

A assessoria de imprensa da Codesa confirmou que o acordo com o sindicato já foi acertado, mas o Dest, que é responsável pela homologação do acordo, não aceitou proposta. Após a recusa, a Codesa informou ao Dest sobre a paralisação e aguarda um novo parecer do órgão. O Dest informou, por meio da assessoria de imprensa, que negocia diretamente com a Codesa e não vai apresentar nenhuma posição à imprensa.

O Suport afirmou que caso a negociação não avance após a paralisação desta quarta, os trabalhadores vão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 18 deste mês.



Fonte: http://gazetaonline.globo.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quem falou que em Belém não tem GP Menina?





A linda GPZINHA, aí embaixo de uniforme tático caqui, é a filha do nobre companheiro MARTINS, atual Supervisor do terminal petroquímico de Belém.
Martins, parabéns pelo trabalho e competência que vem demonstrando. Que os ensinamentos bíblicos possam continuar a direcionando sua embarcação em direção a um porto SEGURO.

Parabéns.

Marco Jamil








Decisão da Assembléia dos Portuários do Rio de janeiro

Dia 11, terça-feira, os prédios da Rua do Acre 21 e Rodriguez Alves 20, entrarão em Greve, com piquetes, manifestações etc.


Nos acesso aos Portos de Niterói, Rio de Janeiro, Itaguaí e Angra, seus acessos funcionarão com a operação Tartaruga, envolvendo funcionários da CDRJ do Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, Guarda Portuária, Conferentes, etc.


Na Quinta-feira e Sexta próxima, somente a operação tartaruga será operacionalizada.


A Greve poderá voltar com FORÇA TOTAL a partir do dia 18, aí ninguém SEGURA!

AVANTE PORTUÁRIOS!

Portos do Rio de Janeiro entram em GREVE


Saiba o que está acontecendo e os motivos da deflagração da GREVE.


CARTA ABERTA À COMUNIDADE PORTUÁRIA E AO GOVERNO

PORQUE VAMOS ENTRAR EM GREVE

A greve decorre das nossas negociações com a CDRJ em relação ao Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012.

Neste ano, a própria direção da Empresa em ocasião próxima à data base (1º de junho de 2011) tomou a iniciativa, através de correspondência, nos convocando para negociação. Como de costume, propôs a indicação de nomes, membros da Categoria, para junto aos da CDRJ instituir, através de PORTARIA, Comissão Paritária.

Assim, publicamos Edital; convocamos Assembléia; tiramos os respectivos membros; a CDRJ indicou os seus; foi instituído um Presidente. Enfim, a Comissão foi criada e as negociações foram realizadas, ou seja, todos os ritos legais e de costume foram feitos e respeitados por ambas as partes. Diga-se de passagem, que a Secretaria Especial de Portos (SEP), através do seu Secretário Executivo indicado pelo próprio Ministro, acompanhou e intermediou todo o processo.

No final dos trabalhos, foi formalizado documento devidamente respaldado pela Comissão Paritária, no qual a Empresa acordava diversas cláusulas. Ato contínuo, o Presidente e o Diretor de Administração e Finanças da CDRJ; o Presidente e o 2º Secretário do Sindicato; o Presidente da Federação Nacional dos Portuários; representantes da SEP (entre outros o Chefe de Gabinete do Ministro) realizaram reunião na referida Secretaria, em Brasília, para apresentar e respaldar a negociação oficial, conforme cronograma proposto pela SEP.

Nessa reunião, ficou acertado que apenas faltaria um estudo para verificar quanto de aumento real poderia ser dado além do reajuste salarial decorrente das perdas no período da vigência do Acordo passado, que deveria ser feito pelos técnicos da CDRJ e aprovado pela sua Diretoria Executiva (o que foi feito).

Tudo certo, quando fomos “convocados” pela diretoria da CDRJ e nos foi dito que o DEST (Órgão do Ministério de Planejamento), de forma intempestiva e ditatorial, havia negado o que foi negociado e acordado pelos representantes dos trabalhadores (as) e da CDRJ.

Cabe aqui enfatizar, que a SEP trouxe para si a responsabilidade de intermediar e resolver os impasses e que o próprio Ministro, na ocasião que esteve na CDRJ com o Técnico da SEP (responsável pela implantação do “Porto Sem Papel”), em reunião com o Presidente do Sindicato dos Portuários e com o Presidente da CDRJ, afirmou que os problemas que não fossem resolvidos pelo Secretário Executivo, ele mesmo resolveria. AGORA, NEM A DIREÇÃO DA CDRJ, O SECRETÁRIO EXECUTIVO E MUITO MENOS O MINISTRO CUMPREM O COMBINADO!

A nossa indignação é maior, pois a CDRJ além de estar fazendo contratos milionários com a PETROBRÁS, LIBRA, MULTITERMINAIS e outros; de ter em caixa a mais 6,5 milhões/mês referentes ao término do confisco on line do vergonhoso leasing dos transtêineres comprados pela PORTOBRÁS, o Governo está investindo 1,8 bilhões, repito: 1 BILHÃO E 800 MILHÕES, nos portos da CDRJ, e não pode dar aumento real e produtividade de 5% para os trabalhadores e trabalhadoras?!

SERÁ QUE O GOVERNO E O PSB (PARTIDO DITO SOCIALISTA DO MINISTRO E DA DIREÇÃO DA CDRJ) ACHAM QUE INVESTIR, PARA TORNAR OS PORTOS COMPETITIVOS, É SOMENTE EM MÁQUINAS E INFRAESTRUTURA E QUE AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS QUE FISCALIZAM, OPERAM, FAZEM COM QUE A EMPRESA CRESÇA E TENHA LUCRO, NADA?! ISSO É UM ABSURDO!

Bem, estávamos até agora tentando resolver o impasse. Para tal solicitamos à CDRJ posicionamento oficial, que nos respondeu que aguarda resposta do DEST e da SEP. Por isso tudo, e por outras razões, vamos para o embate! Marcamos para dia 10 Assembléia para organização da greve do dia 11 de outubro nos portos do Rio de Janeiro, Niterói, Itaguaí e Angra dos Reis.


Rio de Janeiro, 07 de outubro de 2011.

Sérgio Magalhães Giannetto
Presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro

http://sindportosrio.blogspot.com/
Fonte: 

domingo, 9 de outubro de 2011

SUAPE DESCUMPRE A LEI DOS PORTOS

EM SUAPE, NÃO EXITEM GUARDAS PORTUÁRIOS, O QUE É PROIBIDO POR LEI, JÁ QUE, SEGUNDO A LEI 8.630/93 PREVÊ A GUARDA PORTUÁRIA PRESENTE E OSTENSIVA NOS PORTOS ORGANIZADOS.

A PEC 59/2007 TEM QUE SER LOGO APROVADA NA CAMARA DOS DEPUTADOS, POIS COM UM EFETIVO REDUZIDO A PF TAMBÉM ENCONTRA DIFICULDADES NO COMBATE ÀS DROGAS NOS PORTOS E AEROPORTOS BRASILEIROS.

GUARDA PORTUÁRIA DO BRASIL

Polícia Federal encontra cinco contêineres recheados de cocaína em Suape


Cada contêiner pode suportar entre 500 e 700 quilos. De acordo com informações anônimas, a droga veio de Manaus para Pernambuco, de onde seguiria para a Europa

Publicado em 08/10/2011, às 20h20


Do JC Online

Foto de arquivo de contêineres em Suape / Foto: Renato Spencer/JC Imagem/Arquivo JC

Foto de arquivo de contêineres em Suape

Foto: Renato Spencer/JC Imagem/Arquivo JC

A Polícia Federal (PF) realizou uma apreensão de droga, neste fim de semana, que pode ser a maior já feita no Nordeste do Brasil. Cinco contêineres recheados de cocaína, disfarçado em meio a uma carga de gesso, foram encontrados no Porto de Suape, em Ipojuca, Região Metropolitana do Recife (RMR). Cada contêiner pode suportar quase uma tonelada e estava abarrotado do entorpecente. De acordo com informações anônimas, a droga veio de Manaus para Pernambuco, de onde seguiria para a Europa. O valor da droga ainda não foi calculado, pois a PF ainda está em diligências para ver se encontra mais entorpecente.
Uma entrevista coletiva com detalhes da operação, a quantidade exata da droga encontrada e as pessoas detidas será dada na próxima segunda-feira, às 9h, na sede da Polícia Federal. O que se sabe é que a descoberta aconteceu ainda na noite de sexta e durante todo o sábado os policias da PF estiveram em diligências para encontrar mais drogas ou evidências.
De acordo com as primeiras informações, a droga possui um elevado grau de pureza e pode ser oriunda da Colômbia ou da Bolívia. Foi levada até Manaus de onde saiu em um navio até o Porto de Suape. A ida para a Europa provavelmente aconteceria nesta segunda-feira. O local exato para onde a droga seria levada ainda é uma incógnita, mas a Espanha surge como principal destino para a entrada do entorpecente na Europa.

De janeiro deste ano até o mês de agosto, a Polícia Federal retirou de circulação 287,4 quilos de pasta-base de cocaína, 22,1 quilos de crack e 517 quilos de maconha. Nesse total, não estão incluídas as apreensões ocorridas no terminal do Aeroporto do Recife.

POLÍCIA CIVIL
 - No último dia 11 de abril, a Polícia Civil apreendeu, em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, um navio com 335 quilos de cocaína, também com alto teor de pureza. A droga seguiria para a Espanha, onde o quilo seria comercializado por R$ 25 mil o quilo, totalizando R$ 8,3 milhões. Os 335 quilos estavam muito bem acondicionados sob a cama da cabine localizada na proa do monocasco Yeux II, enrolados em sacos e protegidos por fita a vácuo. Na ocasião, duas pessoas - o argentino Carlos Nicolas Lombardo, 33 anos, e a namorada dele, a diarista pernambucana Yasmin Fercylla de França, 22, foram presos por tráfico internacional de entorpecente.

Antes desse flagrante, em 1996, em apartamento em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, um cabo-verdiano e um colombiano foram presos com 238 quilos da droga, considerada até então a maior apreensão.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/policia/noticia/2011/10/08/policia-federal-encontra-cinco-conteineres-recheados-de-cocaina-em-suape-18417.php