quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Constituição brasileira completa 23 anos com 126 dispositivos a serem regulamentados


Por.:J.Crocci

A Constituição Federal completou 23 anos de promulgação nesta quarta-feira, dia 5 de outubro. Com 67 emendas, o texto constitucional tem ainda 126 dispositivos ainda não regulamentados. O professor e constitucionalista Fábio Konder Comparato concorda que há muito a ser feito e compara o texto a um edifício.

"A Constituição vista de longe parece um edifício imponente. A fachada dela é vistosa. Quando chegamos perto, vemos que grandes partes do edifício continuam como projeto."

Na opinião de parlamentares que fizeram parte da Assembleia Nacional Constituinte, essas lacunas, mais do que mostrar a fragilidade do texto, mostram a dinâmica da sociedade. Para eles, não cabe, neste momento, discutir uma nova constituinte, mas sim efetivar conquistas ali esboçadas. A Constituição seria como um projeto de País, que se constrói aos poucos.

Para o deputado Arnaldo Faria de Sá, do PTB de São Paulo, a Constituinte foi fundamental na garantia dos direitos sociais e trabalhistas, muitos a serem concretizados. Ele lembrou que alguns deles acabam de ser regulamentados, como o aviso-prévio proporcional.

"O tempo acaba complementando esse trabalho. Aí, quando a sociedade faz a sua força de pressão, a gente consegue complementar esse trabalho iniciado em 1988."

Militante das causas da população negra e das mulheres, a deputada Benedita da Silva, do PT do Rio de Janeiro, afirmou que alguns avanços recentes, como o Estatuto da Igualdade Racial, de 2010, só foram possíveis graças ao texto de 88. Ela afirmou que há muitas outras conquistas a serem concretizadas.

"A Constituição não envelheceu. Você não pode envelhecer se você não viveu, se a Constituição brasileira ainda não foi totalmente cumprida. Se ela fosse totalmente cumprida, os índices de desigualdade seriam bem menores."

Primeiro vice-presidente da Mesa da Constituinte, o deputado Mauro Benevides, do PMDB do Ceará, afirma que uma Constituinte só cabe em momentos em que há uma ruptura social, o que não ocorre no momento, nem sequer se deseja uma mudança desse tipo. Ele refuta até mesmo uma miniconstituinte para tratar de temas específicos, como as reformas políticas ou tributárias.

"É a maior incongruência possível se falar em constituinte para fim determinado. A constituinte pressupõe uma ruptura institucional. Não se admite constituinte para fim específico porque nós não queremos mais no País qualquer ruptura institucional."

Dos 126 dispositivos que esperam regulamentação, 66 já têm projetos nesse sentido. Sessenta deles ainda esperam iniciativa. Nem todos dependem do Legislativo. Muitos só podem ser regulamentados por iniciativa de outros poderes.

Fonte: IPA Brasil

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quem brilhou no evento? Vide a foto.

Municípios Estratégicos abrem o Fórum Nacional de Segurança Municipal
foto

O Fórum Nacional de Segurança Municipal (FENASEM), realizado entre 28 e 30 de setembro em Santos, iniciou um novo debate na área de segurança pública. Na quarta-feira (28) às 18 horas, durante a abertura oficial do evento, foi discutido a importância da segurança em escala municipal, conforme prevê o artigo 144 do capítulo III da Constituição: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio [...]”. Secretários de Segurança Pública, especialistas e expositores contaram suas experiências e destacaram o papel fundamental da guarda municipal na prevenção da segurança.

Representantes de cidades estratégicas do Estado de São Paulo estiveram presentes, como Guarujá, Santos, Sorocaba, Campinas, Rio Claro, Ribeirão Preto e Jundiaí”, lembra Sérgio França, presidente do Instituto IPECS, que promoveu o evento. Segundo ele, estas cidades tem um projeto político avançado no que diz respeito à guarda municipal. França também cobrou melhor relação do Estado com os Municípios para o combate da criminalidade.

Os secretários de segurança defenderam aumento de verbas para ampliar e qualificar a guarda municipal no combate à criminalidade. "Gostaria de cumprimentar o IPECS pela coragem, pelo planejamento, pela organização e pelo desenvolvimento do Fórum", discursou o secretário Renato Perrenoud, de Santos. "Viemos aqui prestigiar o evento porque é uma forma de nós engrandecermos nossas guardas", afirmou Roberto Soares, secretário de Sorocaba. Já José Gustavo Carneiro, secretário de Rio Claro, chamou a atenção para a situação da violência. "Os governos federal e estadual não tem mais condições de suprir as necessidades de segurança da população e neste contexto o município surge como novo protagonista", explica.

Esteve também presente na abertura do evento o presidente da subseção de Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Santos), Rodrigo Lyra, que destacou a importância da troca de experiências entre os municípios sobre o tema segurança. “Acho que tudo que envolve um conceito, um conteúdo, uma qualidade melhor de segurança é fundamental para a gente sair na rua, frequentar os lugares e saber que nós e nossos filhos voltaremos para a casa seguros”, enfatiza. Rodrigo também recorda o artigo sobre segurança da Constituição.

Confira amanhã outras noticias sobre o 12° Fórum Nacional de Segurança Pública Municipal realizado entre os dias 28 e 30 de setembro na cidade de Santos/SP.


http://ipecs.org.br/noticia-interna.php?n=107

Fonte: ipecs.org.br

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os Riscos


Após discussão, segurança mata homem dentro de agência bancária

São Paulo - Um segurança de um banco em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, matou um homem dentro agência na manhã desta segunda-feira. De acordo com a polícia, Sandro Antônio Cordol, de 33 anos, teria ido até a agência do Bradesco para tirar satisfações com o vigia.

Ao chegar no local, Sandro teria procurado o segurança e simulado que estava com uma arma. Após ser ameaçado o vigia disparou cinco tiros contra a vítima. O motivo da briga não foi divulgado. A ocorrência foi registrada na 1º DP (São Bernardo do Campo).

Em nota, o banco lamentou o ocorrido e informou que o segurança era de uma empresa terceirizada. “O Bradesco lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares”, diz o texto.
Fonte: O Dia

Mais um tijolo foi fixado!

A Guarda Portuária da CODESP participa da 12ª. Edição do Fórum Nacional de Segurança Pública Municipal

Um evento de grandes proporções movimentou Santos/SP, onde foi realizada a 12ª. Edição do Fórum Nacional de Segurança Pública Municipal.

A Guarda Portuária do Brasil de convidada, brilhou junto com as donas da festa: A Guarda Municipal Paulista .

Guardas Portuários de vários Estados brasileiros se fizeram presente, mostrando mais uma vez a sua importância e força para este promissor país.

Figuras importantíssimas se fizeram presente, e em destaque, o Dep. Federal Arnaldo Faria de Sá que, em particular a nossa Guarda Portuária nos falou do seu incondicional comprometimento com a nossa causa, da importância da Guarda Portuária do Brasil para o desenvolvimento portuário nacional. O nobre e respeitado Deputado, disse não medir esforços políticos para que a Guarda chegue no lugar que merece e almeja: A Polícia Portuária.

O Comte. Celso Simonetti, palestrou com profundo conhecimento e convicção sobre a Segurança pública Portuária, despertando a atenção de todas as autoridades e demais participantes.

Em fim, esse é mais um resultado que conseguimos demonstrar a todos do quanto buscamos o reconhecimento de nossa atividade.

Buscamos uma nova estruturação, capacitação, complementação do efetivo nacional. Sabemos que o efetivo está muito aquém das necessidades e, com uma simples análise, podemos dizer que trabalhamos hoje com metade do efetivo necessário, isso porque em diversos portos não há Guardas Portuários conforme rege a Lei 8.630.

Fica mais uma vez o nosso clamor para uma atenção diferenciadas à Segurança Portuária do Brasil.

Marco Jamil

Guarda Portuário/RJ

Uma saída segura ou legítima?

Plano libera uso de guarda privada em prisões e ônibus

Governo defende uso de segurança particular armada para liberar PMs

Projeto do Ministério da Justiça permite ainda contratar empresa para a vigilância de eventos, como shows e jogos

CATIA SEABRA

DE BRASÍLIA

O governo federal quer permitir a contratação de empresa privada para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.
Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.
A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.

INSATISFAÇÃO GERAL
A proposta de privatizar a segurança em ambientes públicos deriva da insatisfação geral com a segurança pública, diz Gláucio Soares, professor e pesquisador da Uerj.
"Diante disso, há duas possibilidades: investir pesado na segurança pública ou especificamente na privada, que acarreta alguns riscos, entre eles fugir ao controle. "
A ideia do governo é boa, diz Luís Sapori, coordenador do centro de pesquisa em segurança pública da PUC-MG.
"O aparato público não tem condições de estar presente em todas as situações do dia a dia ", disse.
Já para o diretor-executivo da Transfretur (sindicato das empresas de transporte por fretamento de SP), Jorge Miguel dos Santos, "essa não é uma exigência do mercado".
"É evidente que há algumas rotas que têm incidência de assalto, mas mesmo assim não justificaria [a contratação de seguranças]. O que é preciso é mais polícia nas estradas nesses trechos", diz.

Colaboraram JOHANNA NUBLAT, de Brasília, e REYNALDO TUROLLO JR.

Guarda Portuária participa de Seminário

A Guarda Portuária da CODESP participa da 12ª. Edição do Fórum Nacional de Segurança Pública Municipal


A Guarda Portuária da CODESP participa da 12ª. Edição do Fórum Nacional de Segurança Pública Municipal, realizado dentro da programação da Feira Nacional de Segurança Municipal. Trata-se do maior evento de segurança que apresenta o Seminário Nacional das Guardas Portuárias.  O evento reúne representantes de 200 municípios de 24 estados da Federação e prevê a participação de dois mil e quinhentos congressistas








 Guardas Leonardo e Perin (GUAPOR/RJ)