Pelo menos sete pessoas morreram num violento atentado à bomba no centro de Oslo. Horas depois, um homem matou várias pessoas a tiro na ilha de Utoya. Exército nas ruas da capital norueguesa. FOTOGALERIA: As imagens do caos na Noruega
As autoridades locais confirmam que a violenta explosão desta tarde de sexta-feira em Oslo tem origem criminosa, mas nenhum grupo terrorista reivindicou até ao momento o atentado que arrasou o centro da capital norueguesa.
Pelo menos sete pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas no rebentamento de uma bomba de grande potência, que deixou parcialmente destruídos vários edifícios. Entre estes, a sede do Governo norueguês, o Ministério do Petróleo e as sedes de vários jornais e estações de televisão.
O número de vítimas poderá aumentar nas próximas horas, uma vez que ainda decorrem operações de socorro nos prédios afectados. Crê-se contudo que o número final de vítimas será relativamente reduzido, uma vez que poucos funcionários se encontravam a trabalhar naqueles edifícios nesta tarde de Julho.
O Governo anunciou que o primeiro-ministro Jens Stoltenberg e todos os membros do Executivo escaparam ilesos ao ataque. Tiroteio em encontro partidário
Horas após a explosão, um homem disfarçado de polícia abriu fogo sobre uma multidão num encontro da ala juvenil do Partido Trabalhista norueguês, no poder, onde Stoltenberg era esperado. Um número indeterminado de pessoas morreram neste segundo incidente na ilha de Utoya, que a polícia diz estar relacionado com a explosão em Oslo. Testemunhas indicam que várias pessoas fugiram da ilha a nado. O atirador foi detido.
Os dois ataques provocaram uma onda de pânico na Noruega, que vive nas últimas horas a situação mais dramática desde o final da Segunda Guerra Mundial. O exército está nas ruas de Oslo, cujo centro foi evacuado, e decorrem buscas em comboios, autocarros e aeroportos. Ameaça islâmica ou terrorismo doméstico?
A Noruega encontra-se sob ameaça terrorista desde 2003 pelo envolvimento do país, membro da NATO, na operação militar no Afeganistão.
Dois anos mais tarde, a publicação de caricaturas de Maomé por jornais dinamarqueses e de outros países nórdicos teve como reacção vários ataques a representações diplomáticas escandinavas no Médio Oriente. Várias indivíduos de origem árabe foram detidos nos últimos anos sob suspeita de planeamento de atentados na Noruega.
Surge no entanto a teoria de que a vaga terrorista desta tarde poderá ter origem doméstica. Relatos não confirmados indicam que o atirador detido em Utoya apresenta feições nórdicas. A natureza dos alvos - a sede do Governo e um encontro do partido no poder - sugerem que a acção poderá ter motivações políticas.
Mesmo para os que andam distraídos pelos corredores da Autoridade Portuária do Porto de Santos não ficou indiferente o estado de espírito do atual e do ex-ministro dos Portos, respectivamente, Leônidas Cristino e Pedro Brito. O primeiro veio ao porto, de forma muito inesperada, na terça-feira (19), e mostrou nervosismo. O segundo aportou no maior porto do Hemisfério Sul, agora travestido de diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), um dia depois, ou seja, nesta quarta-feira, de forma tranquila.
Brito se reúne com a diretoria da Codesp
Para alguns observadores da política portuária nacional, a visita do ex-ministro ao Porto de Santos aponta para os rumores de que Brito está sendo “alimentado” para substituir Leônidas Cristino.
Recebido com muita cordialidade pela diretoria que escolheu, Brito transitou pelo porto com mais desenvoltura do que o atual titular da SEP.
A pergunta que não quer calar: será que os diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) comentaram com Brito o que conversaram com Leônidas na véspera?
O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ex-ministro dos Portos, Pedro Brito, visitou o Porto de Santos nesta quarta-feira (20). Esteve reunido com a diretoria da Autoridade Portuária santista, conversou sobre novos modelos de arrendamento e a necessidade urgente de melhoria nos acessos hidroviários e ferroviários aos terminais do maior porto do Hemisfério Sul.
Arrendamentos
“Os novos modelos de arrendamento serão discutidos não só com a Codesp [Companhia Docas do Estado de São Paulo], mas com todas as companhias docas do País, com empresários e com os trabalhadores. Precisamos fazer com que a Antaq seja a cada dia mais ágil, moderna e aberta às sugestões. E estamos nesse caminho. O trabalho é no sentido de dar mais agilidade às decisões no dia a dia.”
Sem o famoso bigode que o caracterizou no período em que foi ministro dos Portos, Pedro Brito não chamou atenção ao passar pela Codesp. Andou tranquilamente pelos corredores e confirmou a informação de que a Antaq irá rever exigências feitas a arrendatários de terminais portuários, no conjunto de regras chamado de EVTE. “Queremos o investimento privado nos portos, pois isso ajuda no desenvolvimento da economia.”
Acessibilidade
O agora diretor da Antaq garantiu não se preocupar com os projetos de expansão do Porto de Santos. Segundo ele, essa parte está bem encaminhada e conta com objetivos claros até 2024, ano em que o complexo deverá ter o triplo da capacidade atual. O que o preocupa são os acessos aos terminais santistas.
“Temos que focar nos acessos hidroviários e ferroviários para desafogar o número de caminhões que chegam a Santos. Trata-se de uma massa muito grande. Na Antaq, temos a preocupação de focar no modal hidroviário e faremos isso, por meio de projetos e propostas que incentivem o empresário a tirar sua carga da rodovia.”
Guardas portuários de Santos estão insatisfeitos com a Codesp
Os Guardas Portuários do Porto de Santos (São Paulo) estão revoltados com a diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo por não serem valorizados como devem. A categoria compareceu em peso em assembleia no Sindicato da Administração Portuária de Santos, no dia 11 último, onde fez um discurso que, segundo os guardas, inaugura o movimento por melhores salários e direitos da Guarda Portuária de Santos.
Fonte: www.Portogente.com.br
Ainda dá tempo
A cada dia que se passa, a criação de uma COORDENAÇÃO dentro da SEP se faz necessário e emergencial. Há muito a Guarda Portuária carece de atenção técnica e uniforme, impedindo assim esta falta, o progresso da segurança, da evolução técnica e profissional de cada integrante que vive á beira do Cais 24hr por dia e 365 dias por ano. Não podemos entender que aquele definido pela LEI para controlar e fiscalizar áreas de portos organizados, áreas de fronteiras comerciais internacionais seja tratado com descaso e desvalorização.
No Rio de Janeiro, Belém e Paranaguá, a situação é mais confortável, ou, menos desamparada. Projetos de melhorias, são implementados a passos de tartaruga. MAS ESTÃO ACONTECENDO.
Tem, nesses Estados, gestores comprometidos com a atividade de segurança, investidos do compromisso e, incansavelmente, buscam melhorias em todos os sentidos.
Lamentavelmente, embora a Guarda Portuária busque a UNIFORMIZAÇÂO dos processos operacionais, treinamentos, capacitação, equipamentos, fardamentos, etc. os esforços acabam não alcançando a quem de direito, a quem interessa, a quem DECIDE.
Embora o Superintendente da Guarda Portuária do porto de Santos, batalhe incansavelmente para a estruturação da Guarda Portuária de Santos, encontra ecos de resistências nos paradigmas onde a segurança é considerada como CUSTO, não tem prioridade.
Lamentavelmente também vemos as Guardas Portuárias sendo cada vez mais “TRATORADAS” por sistemas arcaicos e míopes onde não percebem a importância da valorização da Segurança Pública Portuária Nacional, e aí, podemos citar as Guardas Portuárias de Natal, Recife, Ceará, Maceió, Manaus(não há Guardas !?), que além de salários defasados, sofrem com desvalorizações técnicas e operativas em seu labor diário.
Aqui fico na sugestão para o nosso MINISTRO da criação EMERGENCIAL da Coordenação Nacional da Guarda Portuária dentro da estrutura da SEP.
Parabéns a todos os Guardas Portuários do Brasil, pela aprovação do nosso PL5982 do Porte de Armas que agora vai pro SENADO FEDERAL.