sexta-feira, 15 de julho de 2011

Guarda portuária Inaugura a Lancha em Belém


No dia 13/07, por volta das 11:00 hr, a partir do terminal petroquímico de MIRAMAR, teve início a primeira missão de patrulhamento e vigilância da área do porto organizado de Belém pela embarcação orgânica da Guarda Portuária -CDP Pará - CDP I.
 O GERSEG CDP Gilson e o SUPGUA CDRJ recebendo a segunda embarcação nática de vigilância e patrulhamento portuário;


Instrumento requerido para cumprimento dos instrumentos legais existentes e da portaria 121/2009 da SEP, que atribui à autoridade portuária (Guarda Portuária) a responsabilidade pela vigilância e patrulhamento do canal de acesso, bacia de manobras e áreas de fundeio.

Conta hoje o estado do Pará com pessoal qualificado e equipamento adequado para projetar o poder da segurança pública portuária sobre a extensão hídrica a cargo da CDP.
Antigo ideal de Guardas Portuários, em especial o veterano GP Sá, abraçado como diferencial estratégico de segurança pelo então gerente da segurança orgânica CMT Alfeu Cardoso e pelo Presidente da CDP CMG Clythio em 2008, teve sua realização concretizada em 2011 pelo atual GERSEG Gilson André e o DIRPRE CMT Carlos José Ponciano.

Embarcação própria para os fins a que se destina desde de seu projeto, a viatura náutica de patrulhamento e vigilância portuários é capaz de realizar sua missão em todos os portos da CDP estando, inicialmente prevista para estar baseada no terminal de MIRAMAR, CDP I e no porto de Vila do Conde, CDP II.

 O GERSEG Gilson André e o SUPGUA A. Cardoso tendo o porto de Outeiro ao fundo.


Além dos equipamentos náuticos de praxe, possui capacidade para transportar 5 agentes da Guarda Portuária e um condutor, farol direcionável por joistick de alta potência, sirene e giroflex.
Atualmente a Guarda portuária possui 20 de seus integrantes habilitados a pilotar a embarcação , com o apoio da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil.
Em sua primeira missão coube ao Gerente de Operações portuárias Patrick Everton, Gerente de Segurança Orgânica da CDP Gilson André e ao Superintendente da Guarda Portuária do Rio de Janeiro ( ex- GERSEG CDP até set/2010) formar a tripulação da CDP I.

Saindo do terminal petroquímico de MIRAMAR, seguiu em atividade preventiva e de teste de equipamentos até o porto de Outeiro. No regresso a sua base, seguiu até o porto de Belém e após, retornando a base depois de êxito completo.
A partir de agora conta a GUAPOR CDP com condições diferenciadas para prevenir os conhecidos delitos de "ratos d'água", tendo a CDP I recebido o apelido carinhoso de "Gato d'água".
Mais uma vez a CDP e sua Guarda Portuária mostram o que competência e seriedade são capazes de fazer quando o interesse maior é o bem comum do povo brasileiro.


 O SUPGUA Cmt Alfeu Cardoso pilotando a CDP I em missão inalgural, tendo a seu lado o GERGEP Patrick Everton (IG GUAPOR CDP)

Fonte: GUARDA PORTUÁRIA DO PARÁ - CDP

Sem poder atuar

Nesta semana, na revista Época, saiu uma reportagem sobre o tráfico de armas e drogas e citou possíveis rotas incluindo os portos brasileiros.
A Guarda Portuária, por motivos LEGAIS, obriga-se a ficar alheia à situação, pois se pudesse, em conjunto da Receita federal e Polícia federal fiscalizar cargas e mercadorias, certamente traficantes teriam maior dificuldades de transitar com suas mercadorias criminosas.

Segue a reportagem da revista Época de 11 de Jul de 2011.


Matéria

REVISTA ÉPOCA - Feirão de armamentos no RioNa definição do secretário responsável pela pasta, José Mariano Beltrame, “foi o 11 de setembro da Segurança Pública do Rio”. Era manhã de sábado, 17 de outubro de 2009. Com o fogo espalhando-se pela fuselagem, o helicóptero Fênix 3 da Polícia Militar desapareceu entre os barracos do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. A cena era cinematográfica. O aparelho fez um pouso forçado em um campo de futebol e, em poucos segundos, foi tomado pelas chamas. Morreram três dos seis policiais a bordo. O helicóptero foi atingido no ar por tiros de fuzil disparados por traficantes que enfrentavam a polícia em terra. Abatido, como se o Rio estivesse em gerra civil.
Ao comparar o atrevimento antiaéreo dos traficantes ao atentado terrorista que derrubou as Torres Gêmeas em Nova York, Beltrame explicitou para a sociedade aquilo que a comunidade de segurança estava cansada de denunciar em reuniões oficiais: a escandalosa omissão do governo federal na luta contra o tráfico de armas. Por ser Beltrame um delegado da Polícia Federal cedido ao governo do Estado, sua afirmação ganhou ainda mais peso. Na prática, criou um fato político que não poderia ficar sem resposta.
A reação veio da Procuradoria da República. O órgão instaurou um procedimento e passou a investigar a atuação da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal no Rio de Janeiro no combate ao tráfico de armas. O inquérito, que já tem mais de 30 volumes, foi produzido ao longo de um ano e meio e revela um quadro alarmante. As principais conclusões:
1) policiais e servidores pagos para combater o ingresso de armas ilegais no país estão sob suspeita de formar quadrilhas engajadas em facilitar a ação dos criminosos;
2) depoimentos de delegados federais à Procuradoria revelaram uma briga interna na Polícia Federal do Rio que, segundo os procuradores, fragilizou ainda mais as investigações;
3) o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e os portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí são verdadeiras peneiras para a entrada de armas e drogas.
O cenário descrito pelos procuradores seria preocupante em qualquer circunstância. No caso do Rio, chama ainda mais a atenção porque a cidade deverá abrigar a final da Copa do Mundo de 2014 e sediar a Olimpíada de 2016. Durante esses dois eventos, a atenção do mundo estará concentrada no Rio. Antes deles, seria bom impedir que marginais tivessem acesso a armas capazes de derrubar helicópteros e atingir as forças policiais a quilômetros de distância.
122 traficantes foram presos no Galeão em 2008, em relação aos 39 em 2010. A cocaína apreendida caiu pela metade
Os procuradores identificaram os primeiros sinais da existência de uma “organização criminosa” a partir do depoimento do policial federal Adir Cardoso Meirelles, em junho do ano passado. Ele disse que existia uma quadrilha no Galeão, envolvendo funcionários da Receita e policiais. O grupo facilitaria o contrabando de mercadorias diversas, incluindo o tráfico de armas pesadas. Meirelles contou que seis malas com componentes eletrônicos para a máfia dos caça-níqueis, avaliados em R$ 1 milhão, foram deixadas dentro de um avião da empresa Delta que vinha dos Estados Unidos no final de 2009. O dono da bagagem teria fugido ao ser alertado por policiais ou funcionários da Receita de que havia uma operação para prendê-lo. Meirelles afirmou que as malas pertenceriam a Fernando Duarte Santiago Rodrigues. Apontado pela PF como um grande contrabandista, Rodrigues entrou e saiu aproximadamente 100 vezes do Brasil entre o final de 2007 e junho de 2010. O policial disse que passou a enfrentar falsas acusações porque continuava empenhado em prender Rodrigues. “Um agente da polícia me procurou dizendo que as câmeras do aeroporto tinham me gravado extorquindo US$ 1.000 de um passageiro e que eu havia cobrado muito porque fiscais da Receita cobram apenas US$ 250 por mala”, afirmou.
A partir dessas denúncias, o esquema no Galeão começou a se confirmar. Rodrigues foi preso em fevereiro deste ano no aeroporto. Quando foi pego, estava com uma carga mais modesta. “Material eletrônico e suplementos vitamínicos”, segundo o relatório da PF. Acabou liberado um dia depois. A reportagem de ÉPOCA não o localizou.
O depoimento de outro policial reforçou a suspeita de que uma quadrilha opera no aeroporto. O delegado federal Leonardo de Sousa Gomes Tavares, que chefiou uma das equipes da PF no Galeão, encaminhou a denúncia sobre malas milionárias à Corregedoria e depois ao serviço de inteligência da Polícia Federal. Aos procuradores, disse que o então superintendente da PF no Rio, Ângelo Gioia, ao assumir o cargo no final de 2008, “desmontou a capacidade” de fiscalização no aeroporto, deixando apenas dois policiais no combate ao tráfico de armas e drogas. Antes, eram ao menos sete. Desse modo, despencaram as apreensões de entorpecentes, segundo afirma Tavares.
As estatísticas sobre prisões e apreensões corroboram o depoimento dele. Em um relatório enviado ao Ministério Público na semana passada, a PF informa que houve 122 prisões de traficantes no Galeão em 2008, em relação às 39 no ano passado. No mesmo período, a quantidade de cocaína apreendida caiu pela metade, para 179 quilos em 2010. Apenas duas armas foram apreendidas nos últimos três anos. Segundo informações da Receita Federal, apenas 3% das cargas do Galeão passam por vistoria completa dos fiscais, que analisam tanto a documentação quanto o conteúdo da mercadoria que chega. O índice é considerado baixo pela Procuradoria. Nos últimos três anos, a Receita apreendeu 161 quilos de drogas no aeroporto.
Logo depois de ouvir o delegado Tavares, o procurador Marcelo Freire mandou um ofício ao então superintendente Gioia, que deixou o cargo em março deste ano e tornou-se adido em Roma. Ele queria saber se havia alguma investigação aberta diante “da possível existência de uma organização criminosa no âmbito do aeroporto internacional com suposta participação de servidores da Receita e Polícia Federal”. Questionou também sobre a redução de apreensões de drogas.
 Carlo Wrede/O Dia/AE e Marcelo Carnaval/Ag. O Globo

EFEITO E CAUSA
No Morro dos Macacos, Rio, um helicóptero da PM é derrubado por traficantes em 2009. No Galeão, um policial revista cargas com o auxílio de cachorro. Brigas internas fragilizam as investigações
A reação de Gioia levantou ainda mais suspeitas. Ele mandou abrir processo disciplinar contra Tavares, com base nas declarações por ele prestadas à Procuradoria. Isso poderia levar à demissão do policial. Os procuradores Freire e Fábio Seghese, responsáveis pelo inquérito, interpretaram a medida como crime de coação contra uma testemunha. E moveram ação penal contra Gioia e outros dois delegados envolvidos no processo disciplinar aberto contra Tavares. No final deste mês, vários delegados da PF no Rio serão ouvidos pela Justiça Federal no processo contra o ex-superintendente.
De Roma, por e-mail, Gioia respondeu às perguntas de ÉPOCA. “Sobre essa denúncia (de coação) promovida pela Procuradoria, eu me defenderei oportunamente. Trata-se de disputa institucional por eu ter negado o acesso aos procuradores de dados de inteligência que não guardassem relação com investigações policiais”, afirmou.
Gioia disse ainda que desconhece a existência de quadrilha de contrabando de armas e tráfico de drogas atuando de forma organizada no aeroporto. “Alguns servidores foram ouvidos (pela Procuradoria) e devem ter falado contra a minha administração em razão de terem interesses contrariados, notadamente os que foram substituídos no aeroporto, o que deveria ser encarado como rotina”, afirmou Gioia. Ele diz que, durante sua gestão, “não houve qualquer desmonte na estrutura investigatória”.
Embora negue saber da existência de quadrilhas, o ex-superintendente da PF no Rio enviou aos procuradores dois relatórios de inteligência que apontavam suspeitas de esquemas no Galeão. O primeiro deles, datado de agosto de 2010, relata que o delegado Rodrigo de Sousa Alves e sua mulher, também policial, ganharam no final de 2008 uma viagem a Angola, ao custo de R$ 10 mil. O presente foi dado por um empresário com negócios de exportação no país africano. O documento também informa que Alves vendeu um apartamento por R$ 285 mil ao empresário e que esse preço estaria acima do praticado no mercado. Por fim, o documento informa que o delegado tinha outro apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, avaliado em R$ 500 mil.
Graças a esses relatos, Alves ficou afastado oito meses da PF. Ele disse a ÉPOCA que provou sua inocência ao ser absolvido pela comissão de disciplina interna e já voltou ao trabalho. O policial confirma que ganhou as passagens do exportador Valdomiro Minoru Dondo, com um grupo de 40 pessoas. Ele diz que era amigo do empresário muito antes de virar delegado e que aceitar a viagem não representaria conflito de interesses com sua função na polícia. Argumenta ainda que foi sua mãe, e não ele, quem vendeu um apartamento para Dondo. E nega ser dono de imóvel na Barra.
O procurador Seghese espera receber o relatório da comissão de disciplina da PF que apurou o caso de Alves. No inquérito movido pela Procuradoria ele não é investigado. Figura como testemunha, pois foi um dos delegados que denunciaram a queda na apreensão de drogas dentro do aeroporto na gestão do ex-superintendente Gioia. Gioia enviou o relatório contra o delegado Alves duas semanas após ele ter prestado depoimento à Procuradoria –, mas nega ter sido um ato de represália. Em outro relatório, Gioia cita o nome de ao menos 15 policiais acusados de envolvimento em crimes como liberação de contrabando e facilitação de entrada de drogas no país. Passados alguns meses, contudo, a Procuradoria recebeu informação do próprio serviço de inteligência da PF de que a fonte dessas informações não era idônea.
Navios na Baía de Guanabara armazenariam drogas e armas, depois levadas em lanchas ao continente
Em meio a tantos relatórios e à troca de acusações, o Ministério Público concluiu que a PF ficou ainda mais fraca em suas ações contra a circulação de armas ilegais. A Secretaria de Segurança do Rio informa que, em 2010, foram apreendidas 7.554 armas, das quais 35% eram metralhadoras, fuzis, submetralhadoras e pistolas de grosso calibre. O delegado Anderson de Andrade Bichara, que está na PF há quase oito anos e comandou a Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas da PF no Rio, enviou à Procuradoria estimativas sobre o arsenal que circula no Brasil. São 16 milhões de armas de fogo, 47,6% delas ilegais. Dados atualizados sobre as apreensões de armas são vitais para o trabalho de inteligência da PF, como o mapeamento de rotas do contrabando usadas pelos criminosos. Mas o Sinarm, sistema criado pelo Estatuto do Desarmamento de 2003 para registrar apreensões de armas, contém dados defasados. As informações mais recentes sobre o Rio se referem às apreensões feitas pelas polícias estaduais em 2004. De acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 73% das apreensões de armas em todo o país estão concentradas no Estado do Rio.
A PF acredita que a maior parte das armas enviadas ilegalmente para o Brasil vem do Paraguai, por terra. Os traficantes são criativos. Buscam novos mercados e burlam as fronteiras nacionais de diversas formas. Nas apreensões feitas na operação do Complexo do Alemão no final de 2010, havia metralhadoras desviadas do Exército boliviano. A investigação do Ministério Público mostra que o mar tem sido um caminho alternativo procurado pelos traficantes, devido às fragilidades de fiscalização nos portos brasileiros. A alfândega do Porto do Rio de Janeiro informa que, desde janeiro de 2007, ocorreram oito apreensões de armas e munição. Isso sem que a PF tenha feito, segundo o relatório dos procuradores, um “trabalho sistemático na repressão” ao tráfico. A Procuradoria ouviu o inspetor-chefe da alfândega, Ewerson Augusto Chada, que descreveu um quadro precário de segurança interna do porto. O sistema de câmeras e o controle eletrônico de acesso ao local não funcionam há dois anos, enquanto o registro manual de quem entra e sai “não é confiável”. Chada contou também que soube de navios na Baía de Guanabara usados para armazenar drogas e armas, depois levadas em lanchas ao continente. Isso já era uma suspeita da PF, de acordo com um documento enviado à Procuradoria no início das investigações em 2009. Não há informações de que a polícia tenha adotado alguma medida para impedir esse tipo de crime.
A situação no Porto de Itaguaí também é descrita como grave. Em outubro de 2010, a PF apreendeu 250 quilos de cocaína que seriam despachados do porto, escondidos em vasos de plantas, para o Porto Gioia Tauro, no sul da Itália, onde, segundo a Justiça Federal, atuam organizações mafiosas. Apesar da ação bem-sucedida da PF naquele momento, a abertura dos arquivos de um pen drive do italiano Emanuele Savini, condenado em maio a 14 anos de prisão por envolvimento com o tráfico, revelou a fragilidade dos portos. O documento lista outras quatro remessas de plantas a Gioia Tauro entre 2007 e 2010, levantando suspeitas de que a quadrilha tenha mandado mais drogas ao exterior do mesmo modo. Dois carregamentos saíram do porto do Rio de Janeiro e outros dois de Itaguaí. Não se sabe se há um fluxo contrário de entrada de armas. Drogas são comumente trocadas por armamento.
Os procuradores ainda não têm prazo para concluir o trabalho de investigação e apresentar um diagnóstico final sobre o tráfico de armas. Como se trata de um inquérito civil, ao final da apuração a Procuradoria vai apresentar recomendações à Receita e à Polícia Federal. Se os conselhos não forem seguidos, um caminho pode ser uma ação judicial para fazer cumpri-los. Há também uma investigação criminal da própria PF que deve resultar numa operação contra servidores federais acusados de envolvimento em casos de contrabando e tráfico de armas no Rio.
O novo superintendente da PF no Estado, Valmir Lemos de Oliveira, no cargo desde maio, não está satisfeito com as explicações que atribuem ao contrabando papel essencial no armamento do crime no Rio de Janeiro. Ele disse ter feito um estudo sobre apreensões em 2008 e 2009, cujo resultado mostrou que 96% do que foi retirado de circulação no Estado do Rio é de fabricação nacional. Portanto, não seria um problema de tráfico internacional de armamentos. Isso não significa, segundo ele, que a Polícia Federal deva desprezar o assunto. O secretário Beltrame, procurado por ÉPOCA, preferiu não falar. Ele foi discreto também ao ser ouvido pelos procuradores e não fez críticas a sua corporação de origem, a Polícia Federal. Tudo bem. A polícia não precisa brigar internamente para prestar um serviço eficiente à população. Melhor mesmo que não o faça. O importante é que os maus policiais sejam afastados e que a ação das autoridades impeça os bandidos de se armarem – coibindo, por falta de meios, que eles encenem um outro 11 de setembro à carioca.

   Reprodução

94% - O BRASIL APROVA

No site da Camara há uma enquete que pesquisa sobre o PL 5982 aprovado na última terça-feira 12, onde até hoje mais de 54% dos votantes APROVAM o direito dos Guardas Portuários e Agentes Prisionais a portarem armas, institucionais ou particulares, dentro ou fora do serviço.
Este projeto de lei, corrige, dirime dúvidas legas sobre o legítimo direito das corporações envolvidas.
É com grande satisfação que percebemos que, o entendimento parlamentar foi alcançado, reconhecido pelos deputados e pela sociedade quanto ao direito de defesa dos agentes.

É inconcebível que Guardas Portuários, que fiscalizam e controlam áreas de trânsito de riquezas nacionais não exerçam o direito que a Lei 10.826/2003 garante claramente, cercear esse direito é inibir o direito de defesa deste ente público concursado que faz SEGURANÇA PÚBLICA  nos portos brasileiros.
Igualmente devemos reconhecer  o mesmo direito dos Agentes Prisionais, que por rotina, sofrem atentados cruéis  que geralmente ocorrem durante seus horários de lazer, isso quando não têm suas famílias reféns do terror.
Já a Guarda Portuária, controla o acesso de pessoas e cargas nos Portos públicos, onde se transitam cargas de todo o tipo, desde lixo “importado” até insumos da atividade petrolífera.
Em fim, demos mais um passo ao reconhecimento daquilo que a Guarda Portuária vem exercendo há dois séculos no Brasil de fato, pois em países desenvolvidos a POLÍCIA PORTUÁRIA, GUARDA PORTUÁRIA, GUARDA COSTEIRA ou com outras denominações da atividade, já possuem estruturas operacionais avançadas, compatíveis, bem como estruturas operacionais, orgânicas e de pessoal adequadas ao bom desenvolvimento da SEGURANÇA.

Marco JAMIL
Guarda Portuário do Rio de Janeiro /CDRJ

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Câmara aprova porte de arma para guarda prisional/portuário fora de serviço.

João Campos: projeto corrige lacuna do Estatuto do Desarmamento.<strong>Projeto
 foi aprovado pela CCJ e seguirá para o Senado, a menos que seja apresentado recurso
 para sua análise pelo Plenário.A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
 aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 5982/09, do deputado Jair Bolsonaro
 (PP-RJ), que estende o direito de portar arma de fogo fora de serviço a agentes e
 guardas prisionais, integrantes de escolta de presos e a guardas dos serviços portuários.
 Segundo a proposta, a permissão vale tanto para armas fornecidas pela corporação ou
 instituição da qual o agente faça parte quanto para as de propriedade particular. 


O texto tramita em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, a menos que seja
 apresentado recurso para sua análise pelo Plenário.

O relator, deputado João Campos (PSDB-GO), recomendou a aprovação do projeto.
 “O projeto corrige uma falha do Estatuto do Desarmamento [Lei 10.826/03]. Como
 garantimos o porte para policiais civis, por exemplo, e não asseguramos de igual
 forma para os agentes prisionais? Esses têm muito mais razão para ter porte de arma
 fora de serviço, quando a vida deles está exposta”, disse João Campos, durante a
 discussão do projeto.

Para o deputado, é preciso garantir tratamento igualitário para todos aqueles que
 compõem o sistema de segurança pública no Brasil.

Atualmente, o Estatuto do Desarmamento já autoriza o porte de armas, fora do local
 de serviço, para integrantes das Forças Armadas, policiais federais, policiais
 rodoviários federais, policiais ferroviários federais, policiais civis, policiais militares,
 bombeiros militares, guardas municipais das capitais dos estados e dos municípios
 com mais de 500 mil habitantes, agentes operacionais da Agência Brasileira de
 Inteligência (Abin), agentes do Departamento de Segurança do Gabinete  de Segurança
 Institucional da Presidência da República e policiais do Poder Legislativo federal.

Fonte: Camara Federal.

CCJ garante porte integral de arma aos agentes prisionais e portuários

“Hoje, posso dar à minha família a certeza de que vou trabalhar e retornar para casa”. As palavras de Vilmar Soares dos Santos, presidente da Associação Nacional dos Guardas Portuários, surgiram entre sorrisos e lágrimas após a aprovação do Projeto de Lei 5.982/09, na quarta-feira, 13, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O PL, de autoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), estende o porte de arma de fogo fora de serviço aos agentes e guardas prisionais, integrantes de escolta de presos e aos guardas dos serviços portuários.
Para o presidente da CCJC, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), a aprovação corrige uma falha na legislação. “O agente penitenciário e o guarda portuário já possuem o porte funcional, mas quando vão para casa ficam sujeitos às ações dos criminosos. Isso é injusto. Por isso, aprovamos uma complementação da lei, que se mostrou constitucional e juridicamente correta”, explicou.
Sobre as afirmações de que o projeto seria contrário à política de desarmamento, João Paulo explicou que o texto não prevê a inserção de mais armas na sociedade, mas apenas o porte das já existentes fora da atividade. “O Estatudo do Desarmamento é uma lei fundamental para desarmar a sociedade e construir uma cultura da paz no país. Este caso não interfere nessa lei”, disse.
O presidente da Associação Nacional dos Guardas Portuários fez questão de ressaltar o trabalho do deputado João Paulo neste tema. “O agente prisional e o guarda portuário lidam de forma direta com os criminosos da sociedade e por isso precisam defender sua própria vida e de sua família. Graças ao empenho do deputado João Paulo um erro na área de segurança pública foi corrigido. Também quero destacar o esforço dos deputados João Campos (PSDB-GO), relator do projeto, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ)”, disse Santos.
O projeto foi aprovado com quase a totalidade de votos favoráveis dos membros da Comissão. “No meu entendimento, essa proposta corrige o Estatuto do Desarmamento, que garante o porte de armas aos integrantes de todos os órgãos de segurança pública. E, sem dúvida nenhuma, estes agentes são partes fundamentais na segurança da sociedade”, concluiu o deputado João Campos.

Sarney defende consulta popular sobre desarmamento

PRESIDÊNCIA13/04/2011 - 12h09
O presidente do Senado, José Sarney, voltou a dizer nesta quarta-feira (13) que a realização de plebiscito sobre a proibição do comércio de armas e munições é
necessária porque, na sua opinião, o Brasil vive um momento diferente.
 A proposta é encabeçada por Sarney e conta com a adesão de alguns líderes
 partidários. Apresentada na terça, começará a tramitar a Comissão de
 Constituição, Justiça e cidadania (CCJ).
[Foto: presidente do Senado, José Sarney]
- O que é preciso que se fixe é que nos estamos vivendo uma situação diferente
 do referendo passado e precisamos de um plebiscito para que o povo nos
autorize e o Brasil não possa viver mais com uma política de venda livre de armas
 - disse Sarney, referindo-se ao referendo realizado em 23 de outubro de 2005,
em que a maioria da população brasileira rejeitou a proibição da venda de armas e munições.
Sarney disse que consultou a área jurídica do Senado antes de apresentar a
 proposta de decreto e foi aconselhado a propor a realização de um plebiscito
 antes da formulação de nova lei sobre o tema. Se fosse realizado um referendo,
como em 2005, a lei teria que ser aprovada e sancionada, mas só poderia valer
 após a concordância da população. Com o plebiscito, o lei seria editada depois da consulta, se a população concordar.
O objetivo do plebiscito é consultar a população a respeito da seguinte questão:
 "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?".
Rodrigo Baptista / Agência Senado
Fonte: AgênciaSenado

Nosso direito! Nosso porte de armas!

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou nesta quarta-feira projeto de lei (PL 5982/09) do deputado Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, que estende o direito de portar arma de fogo fora de serviço a agentes e guardas prisionais, integrantes de escolta de presos e a guardas dos serviços portuários. Segundo a proposta, a permissão vale tanto para armas fornecidas pela corporação quanto para as de propriedade particular.

O texto seguirá para o Senado.

O relator, deputado João Campos, do PSDB goiano, recomendou a aprovação do projeto, que altera o Estatuto do Desarmamento. 

"Esquecemos de incluir ali (no Estatuto do Desarmamento) outras carreiras que também compõem os órgãos de segurança, a exemplo dos guardas portuários e dos guardas do sistema prisional, né, que é o sistema penitenciário brasileiro. Foi uma falha nossa, eu não tenho dúvida disso". 

A CCJ aprovou ainda proposta que garante aos vigilantes e empregados em transporte de valores adicional de periculosidade de 30% sobre o salário, em virtude da exposição da categoria a roubos ou outras espécies de violência física. 

O texto aprovado é uma emenda do Senado a projeto de lei (PL 1033/03) que altera a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho. Atualmente a CLT considera perigosas as atividades ou operações que impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. 

O texto aprovado inclui na lei as atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial e as que impliquem o contato permanente com energia elétrica. 

O relator na CCJ, deputado Nelson Pellegrino, do PT da Bahia, recomendou a aprovação da matéria, que ainda depende de análise do Plenário. 

"Hoje a periculosidade é assegurada àqueles que trabalham com exposição permanente a combustíveis, explosivos e também àquelas pessoas que estão perto de redes elétricas de grande voltagem. Então, nós estamos fazendo uma ampliação da lei para, além dessas duas hipóteses, uma terceira hipótese, que são aqueles que no dia a dia são submetidos a um risco permanente das suas vidas".

Também foi aprovado projeto de lei (PL 2123/07) que regulamenta a profissão de vaqueiro. A proposta seguirá para o Senado.

De Brasília, Noéli Nobre 
Fonte: site camara

terça-feira, 12 de julho de 2011

Em SP, 'bico oficial' vai pagar mais do que a PM

Trabalhar no horário de folga poderá ser mais lucrativo para parte dos policiais militares do que cumprir o expediente normal se o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) aprovar o reajuste do valor pago aos soldados, cabos e sargentos que atuam na Operação Delegada, apelidada de bico oficial. Especialistas na área da segurança definiram a situação como “absurda”. Procuradas pela reportagem, a PM e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não se manifestaram.

O bico oficial surgiu em dezembro de 2009, como parte de um convênio entre a Prefeitura e a SSP. Os policiais assumiram o combate aos ambulantes em situação irregular, tarefa antes efetuada por guardas-civis metropolitanos. A fiscalização teve início na região da Rua 25 de Março, principal centro de comércio popular da cidade, e foi expandida para outros bairros.

Em maio deste ano, Kassab enviou o Projeto de Lei 241 para a Câmara Municipal. Propôs aumento de 60% aos PMs que aderiram ao bico. Assim, a gratificação por hora para soldados, cabos e sargentos passará de R$ 12,33 para R$ 19,70. Para tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel, de R$ 16,45 para R$ 26,30. O Legislativo aprovou o projeto no último dia 29. Agora, o texto depende da assinatura do prefeito para entrar em vigor.

Se for sancionado, transformará o bico em um serviço mais rentável em comparação ao que é pago pela PM. O salário de soldados e cabos da corporação varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. Como eles trabalham entre 160 e 180 horas por mês, a hora de serviço é de R$ 12 a R$ 15. Se recebessem até R$ 3 mil, situação válida para sargentos, cada hora da PM rende até R$ 18,75, considerando uma carga diária de oito horas, de segunda a sexta-feira.

“É uma vergonha”, avalia o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da Polícia Militar, ao ser questionado sobre a possibilidade de o PM ganhar mais no bico oficial. “A própria Operação Delegada em si já é uma aberração: o município transfere para o Estado, por meio de um convênio, uma competência que é sua”, acrescenta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
Nota do André Schirmer: Só muda o Estado e o dirigente, mas a solução que não é solução é sempre a mesma, enquanto aqui no Rio eles insistem nas gratificações, em São Paulo eles fazem isso. O que será que eles esperam afinal de contas, que tudo fique bem?

Carrapatos infestam canil dos bombeiros e deixam animais doentes e isolados


Antonio Temóteo
Heróis de outros dias, os cães do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros estão abandonados. Sem acompanhamento médico desde janeiro e com um canil infestado de carrapatos, parte dos animais não pode participar de operações ou treinamentos por suspeita de estarem doentes. Para piorar a situação, no último dia 19, Dartagnhan, 8 anos, um dos melhores cachorros de resgate do país, morreu com indício de ter contraído uma hemoparasitose.

O cabo Daniel Barrela, adestrador de Dartagnhan, contou ao Correio que o antigo parceiro, famoso na corporação pela força física e agitação, mudou de comportamento em apenas dois dias. Barrela explicou que durante uma caminhada matinal, o cachorro se mostrou abatido, começou a urinar uma cor mais escura e na hora da refeição não quis comer. “Imaginei que alguma coisa estava errada porque ele comia muito bem. No outro dia, liguei para o doutor Gustavo, veterinário que fazia o acompanhamento dos cães da corporação, e ele me disse que Dartagnhan precisava de uma transfusão de sangue. Levei o animal até uma clínica particular, mas ele não resistiu e morreu durante a madrugada”, lamentou.

O Correio conversou com o médico veterinário Gustavo Carvalho de Araújo e, segundo ele, o cachorro estava com dificuldade de respirar, urinava sangue, estava com a mucosa da gengiva e dos olhos amarelada e havia perdido 11 quilos. Na avaliação de Araújo, as características clínicas indicam que o animal estava com uma doença transmitida por carrapato conhecida como babesiose. “Esse mal deixa os cães amarelados e ele estava com a virilha desse jeito. Não o reconheci quando o encontrei, porque sempre foi muito agitado e brincalhão”, relembrou o veterinário.

Desleixo
A reportagem também visitou o canil dos bombeiros na Vila Planalto, às margens do Lago Paranoá, e encontrou uma situação precária. Dos 11 boxes que existem no local, um está com o portão quebrado e o outro sem trinco. A presença de carrapatos é comum e o terreno vizinho está abandonado, com mato alto. As paredes estão rachadas ou quebradas, o piso esburacado e as telhas furadas. Além disso, não existe uma área de isolamento para os animais que chegam das operações e a mesa usada para refeições dos oficiais também serve de maca para os cachorros.

 Atualmente, a corporação conta com nove cães. Desses, três estão em adestramento, uma cadela acabou de dar cria e outros cincos são treinados para operações de busca e salvamento. Segundo o cabo Barrela, os animais especialistas em regaste estão afastados de atividades porque aparentam estar doentes. “Eles estão ótimos para brincar, parecem saudáveis, mas quando fazem algum esforço físico ficam muito cansados, ofegantes e não conseguem latir”, detalhou.

Para piorar a situação, os bombeiros não contam com um médico veterinário no corpo de servidores. O contrato com uma clínica particular venceu em janeiro e não foi renovado. Em último caso, os cães são atendidos no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB), mas não há um convênio assinado entre as duas instituições. A veterinária da UnB Dalila Nunes, que atendeu os animais entre fevereiro e abril, explicou que durante esse período detectou que quatro cachorros estavam com hemoparasitose, mas dois não chegaram a concluir o tratamento. “Existe um histórico de infestação de carrapatos no local. Todos os animais precisam ser reavaliados”, alertou.

Morosidade
O comandante do grupamento terrestre do Batalhão de Busca e Salvamento e chefe do canil, major Rômulo Quinhones, admitiu que o local precisa de melhorias. Segundo Quinhones, já existe um projeto que prevê novas instalações, enfermaria, sala de reunião, área de isolamento para cães que chegarem de operações e boxes mais confortáveis para os cães. Entretanto, por ocupar mais espaço que o atual, a legislação de edificações não permite que o novo alojamento seja construído na sede do batalhão na Vila Planalto.

Uma segunda opção seria transferir o canil para o posto avançado do batalhão no Setor de Clubes Sul, próximo à Ponte JK, mas o terreno pertence à Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e ainda não foi transferido para o Corpo de Bombeiros.

“No início do ano, lançamos uma licitação para contratar uma nova empresa veterinária particular, mas nenhuma apresentou os requisitos mínimos. Agora já encontramos duas clínicas que têm interesse em participar do processo e, assim que acharmos uma terceira, lançaremos o edital. Acreditamos que até o fim do ano estaremos com o serviço normalizado”, explicou Quinhones.

Rio: concessionárias vão contratar PMs durante as folgas



VANIA CUNHA
A expansão do programa estadual de Integração da Segurança (Proeis), pelo qual o policial militar pode aumentar sua renda trabalhando durante a folga, virou a menina dos olhos do comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. Já fechado com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o projeto também chegará a outros municípios e há estudos para estendê-lo às concessionárias de serviços públicos.
Coronel Mário Sérgio Duarte. Foto: João Laet/O Dia
Gestão do coronel completará dois anos esta semana
Foto: João Laet/O Dia
Na entrevista a O Dia, o comandante fala ainda que o Bope voltará ao Complexo do Alemão antes que a UPP seja instalada lá e de projetos ousados, como a mudança de batalhões para prédios verticais. Faz análise de momentos difíceis para a corporação e de seus dois anos à frente da tropa, que completará na quinta-feira. "Boa parte do meu tempo é aqui. Esses 'filhos' (PMs) são os que me exigem mais, mas também me dão muitas alegrias".
Coronel Mário Sérgio Duarte - A maior novidade é a expansão do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que é um dos grandes avanços nesses dois anos. Fizemos uma adaptação do modelo de São Paulo, onde o policial recebe para trabalhar na folga. Num primeiro momento, a Prefeitura do Rio embarca no projeto. Só lá serão mil homens. Estudamos outras, como a de Queimados, que deve enviar ofício nos próximos dias. Macaé já enviou e há outras que já sinalizaram.
O Dia - Mas qual é a maior novidade do projeto?
Coronel Mário Sérgio - Vislumbramos a possibilidade de concessionárias de serviços públicos também receberem o Proeis. Está sendo construído, mas é quase certo que, em breve, tenhamos o Proeis para o Metrô, para a SuperVia, as Barcas e para universidades públicas que têm problemas nos seus campi.
O Dia - O valor do auxílio será o mesmo?Coronel Mário Sérgio - O mesmo valor de R$ 150 por turno de oito horas, com um limite máximo de R$ 1.500. O policial venderia sua força de trabalho na folga, da forma mais legítima, com equipamentos cedidos pelo Estado, para que ele tenha uma remuneração melhor. Pensamos no homem que vai para o ¿bico¿ como virtuoso, alguém que quer melhorar a sua qualidade de vida, dar o melhor para seus filhos. Essa é uma forma de fazer um trabalho legal e protegido.
O Dia - Existe outra possibilidade de aumentar o salário?Coronel Mário Sérgio - Algo que foi encomendado pelo Estado há pouco mais de um ano, é a venda de parte das licenças especiais e das férias. Muitos policiais já sinalizaram que gostariam de vender parte das férias. É óbvio que precisa ter um período para descansar. Estamos decidindo, mas é um dinheiro a mais para o policial.
O Dia - O combate à corrupção ainda é o grande desafio?Coronel Mário Sérgio - Por mais que aperfeiçoemos o sistema, acho que vamos esbarrar sempre nisso porque é o ser humano. A gente não tem um terreno onde lança sementinha e nascem PMs. Recrutamos homens com experiências pessoais. Muitas vezes, no início, a gente vê más intenções, porque as pessoas trazem personalidades e experiências.
O Dia - O que a PM tem feito para evitar desvios de conduta?Coronel Mário Sérgio - Primeiro, a melhor seleção possível, com boa investigação social do candidato. Vamos ter condições de dizer pelo menos: "tentamos trazer o que há de melhor no mercado de trabalho". Criamos o programa de prevenção ao desvio de conduta, com uma peça que roda o estado. Depois, é vigilância e correição. Por isso, aperfeiçoamos a Corregedoria.
O Dia - O que passa a ser atribuição da nova Corregedoria?Coronel Mário Sérgio - Em breve, mudaremos o esquema de supervisão de patrulhamento, que deixa de ser feito pelos batalhões de áreas e passa para a Corregedoria. Vamos selecionar pessoas com o perfil, levar grupo de oficiais para lá para esse serviço. Manteremos o apoio para o policial no acerto, mas o olhar sobre o erro vai ser diferenciado.
O Dia - É uma supervisão mais isenta?Coronel Mário Sérgio - Sim. Teremos grupos de batalhões recebendo a mesma supervisão. Queremos a supervisão feita cada vez mais de dentro do batalhão, já que temos GPS nas viaturas, telas que nos permitem visualizar o homem em campo e dar apoio se necessário. Não precisa alguém do batalhão ir para a rua checar papeleta, isso vai ser feito pela Corregedoria, porque aí ele vai ver outras coisas que o olhar do batalhão não tem.
O Dia - Isso significa que há erros na supervisão do batalhão?Coronel Mário Sérgio - Há problemas, mas imagina o meu exemplo: fiquei sete anos no 12º BPM (Niterói). Quando era aspirante, meu olhar para o erro era um. Após alguns anos não era mais o mesmo. Mais aguçado para algumas coisas e menos para outras. De vez em quando tem que sacudir mesmo.
O Dia - Sacudir para não fazer vista grossa?Coronel Mário Sérgio - A palavra não é vista grossa. O trabalho de policial exige que a gente olhe além das nossas deficiências. E, para isso, tem que ter sistemas e é o que estamos criando. A Corregedoria tem um olhar mais atento aos desvios, quando o batalhão tem um olhar mais operacional.
O Dia - Há envolvimento de policiais no desaparecimento do menino Juan? Coronel Mário Sérgio - Desaparecimento é um crime bárbaro. Se por acaso ficar constatada a participação de PMs, além do jugo da lei, nem se cogita outra punição que não seja a expulsão. Estamos com investigação, mas não temos comprovação disso. Também ajudamos na elucidação do sumiço, determinei que não se encerrem até sabermos o que aconteceu.
O Dia - O ataque aos PMs da UPP Coroa é um sinal de que a região ainda não está totalmente pacificada?Coronel Mário Sérgio - Se você entender que pacificado é o fim do domínio do território e da submissão da população, digo que está. Não houve ataque, a ação foi da polícia, que recebeu denúncia e foi lá atuar. Havia antes uma guerra. Entrávamos na favela, combatíamos, morríamos, matávamos criminosos, inocentes. Um dia esse troço ia acabar. Está acabando. As áreas estão pacificadas, mas não isentas de crime. Isso tem que ficar claro.
O Dia - O senhor disse que pretende retirar os fuzis das favelas ocupadas. Não é necessário primeiro tirar o armamento pesado das mãos dos traficantes?Coronel Mário Sérgio - Não é o fuzil que reprime, é um conceito errado. No futuro, não vamos precisar do fuzil nem como arma de emprego coletivo. Houve um tempo no Rio em que, numa patrulha de trânsito no Centro, os dois policiais usavam fuzil. Ainda há criminalidade. E vamos ter problemas por muito tempo. Mas a expectativa é que esse tempo diminua e que a gente ainda faça muitas UPPs.
O Dia - Mas esse episódio mostrou que ainda há armas nas áreas pacificadas. No Complexo do Alemão, por exemplo, será preciso uma nova operação para implantar a UPP?Coronel Mário Sérgio - A Força de Pacificação do Exército fez um trabalho muito bom. O que não implica que não façamos uma adaptação com o Bope, mais por questões de orientação de tropas. Armas escondidas ninguém pode garantir que não tem. Tiramos muito, mas o Alemão era o grande castelo do narcotráfico no Rio.
O Dia - E como reduzir os crimes em áreas sem UPP, como Zona Oeste e Baixada?Coronel Mário Sérgio - Temos feito prisões e mudado o patrulhamento. Fizemos descentralização em que tiramos as companhias e colocamos em locais para irradiar o policiamento. Inauguramos no Morro Azul e, nas próximas semanas, no Camarista Méier. Onde há criminalidade, mas não necessita de UPP, colocaremos uma companhia.
O Dia - Era necessária a intervenção da PM no quartel dos bombeiros? Ficou saia justa entre as corporações? Coronel Mário Sérgio - É necessário esclarecer que não foi um pedido do governador. É um protocolo, toda vez que tem massa, usamos o Batalhão de Choque. Era necessário dar segurança ao quartel, trabalhar com precaução. Continuamos vendo os bombeiros como heróis, tanto que meu filho está lá. Quando saí de casa aquele dia, ele me disse: "pai, não esquece que sou bombeiro". Mas o fato está superado e o momento é de conciliação.
O Dia - E qual o balanço desses dois anos?Coronel Mário Sérgio - Só tenho a agradecer à minha tropa, ao secretário e ao governador. Atribuo o meu trabalho ao de cada um dos meus homens. Temos planos e, enquanto estiver aqui, vou lutar por eles. Os uniformes serão padronizados e na cor azul marinho. Queremos novos quaréis em prédios verticais e modernos. Não é preciso ter campo de futebol. Podemos compartilhar com prédios privados, desde que seja independente, com cuidado para armamento e estacionamento. O governo cede terreno para empresas, que constroem os prédios e cedem espaço para a PM.
Fonte: noticias.terra.com.bR