O Porto de Santos completa 119 anos nesta quarta-feira (2). Responsável por ¼ da balança comercial brasileira, o maior complexo portuário do Hemisfério Sul movimentou 96 milhões de toneladas de carga em 2010, um aumento de 15,4% ante 2009 (83,1 milhão de toneladas).
O diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, observa que a trajetória do desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Brasil se confunde com a história do Porto de Santos, que continua essencial para o crescimento econômico do País. “O porto é o maior exportador de açúcar e de suco de laranja do mundo, e movimenta carga de todos os estados brasileiros”.
Fialho diz que o crescimento continuado do agronegócio e do setor de mineração fora da Região Sudeste vai fazer com que os portos do Nordeste desempenhem, em futuro próximo, um papel cada vez mais central na logística do país. No entanto, argumenta, “ainda assim, Santos continuará a ter papel de destaque entre os portos brasileiros, concentrando-se na movimentação de cargas de maior valor agregado”.
Porto de Santos é movimentado noite e dia e tem papel essencial para economia brasileira
O diretor-geral da Antaq parabeniza o Porto de Santos por mais um ano de atividade plena e destaca que “a meta de movimentar 230 milhões de toneladas em 2024 é ousada, mas perfeitamente factível para um porto da sua grandeza”.
Website: www.portodesantos.com
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Prepare-se! Saiba quem está do outro lado da Linha.
PROGRAMA
CURSO DE Introdução a Negociação para Agentes de Segurança Pública ou Privada
Módulo I - Introdução a Negociação com Retomada de Instalações em Situações com Reféns
1- "Algumas considerações sobre crise, agente causador do evento crítico e síndrome de Estocolmo- como esses conceitos podem ajudar a compreender o processo de negociação."
2- Organização e Procedimentos Básicos p/ Ações de Retomada e Resgate;
3- Possíveis Tipos de Grupos Adversos;
4- Procedimentos Básicos do Refém;
5- Procedimentos Básicos p/ Negociação Inicial;
6- Negociação;
7- Emprego de GERR; e
8- Conclusão
domingo, 30 de janeiro de 2011
Modernização dos Portos
2011-01-23 15:54
Com a implantação da Lei 8.630 em 25 de fevereiro de 1993 os Portos Brasileiros ganharam maior visibilidade no comércio exterior impulsionando consideravelmente o volume de cargas no cenário internacional. Equipamentos e implementos modernos como portêineres com capacidade de até 50 tons, calados maiores, taxas portuárias compatíveis com os portos internacionais, mão de obra a vínculo empregatício, terminais privativos, sistemas avançados de gerenciamento de contêineres, agilidade nos trâmites de desembaraços aduaneiros, entre outros, fizeram com que os portos brasileiros ganhassem credibilidade aumentando a movimentação de cargas.
Navios que antes levavam 48 horas para operacionalizar suas cargas agora operam em apenas 8 horas desafogando as janelas de espera de atracação fazendo fluir o fluxo nos portos minimizando os riscos das embarcações que antes ficavam dias ao largo fundiados aguardando o momento de atracar ficando vulneráveis a atos de pirataria.
Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 entrou em vigor em 01 de julho de 2004, uma nova normativa internacional de segurança, o ISPS CODE (International Ship Port Security) ratificado pela IMO (International Maritime Organization) que visa a garantir a segurança nos portos e vias navegáveis das quais a grande maioria dos portos brasileiros conseguiu a certificação junto a CONPORTOS que é o Órgão Federal responsável de fiscalizar as certificações e o cumprimento das normas de proteção ISPS junto a IMO.
Apesar desta nova normativa internacional ainda observamos certa fragilidade no que tange a segurança dos portos uma vez que falta boa vontade dos governantes em efetivar uma maior integração das forças de segurança formando uma diretriz através do cruzamento de informações dos ilícitos registrados gerando indicadores para adoção de medidas preventivas de proteção e assim mitigando os riscos.
Com a notoriedade e visibilidade que o Brasil passou a ter no âmbito mundial devidos aos grandes eventos que culminarão com a realização das olimpíadas em 2016 fica a oportunidade de alavancarmos e incrementarmos a segurança nos portos com equipamentos modernos como scanners, catracas eletrônicas, cancelas, câmeras de alta resolução, backup das imagens, treinamento e capacitação da segurança incluindo a Guarda Portuária que ao meu ver carece de uma maior atenção inclusive com a possibilidade de atuação forma unificada e federativa ou quem sabe como polícia portuária, entre outros, pois somente desta forma alcançaremos os padrões internacionais de proteção.
Miroldo Zogahib
Gestor de Segurança da Libra Terminais Rio
Port Facility Security Officer – ISPS CODE
Graduado em Segurança Empresarial pela Universidade Estácio de Sá
NÃO ESTAMOS SÓS!
Entrevista com Bruno Wille-Funções e Atribuições dos Diferentes Atores da Segurança Pública-
2011-01-24 09:33
Segurança nas Organizações: Os órgãos de segurança pública têm conseguido exercer plenamente e exclusivamente suas competências constitucionais?
Bruno Wille: De forma alguma. Vejamos: Temos uma polícia de Direito, com atribuições definidas pela Constituição da República, (Pplícia Ferroviária Federal) que não é polícia de fato, pois a mesma não existe e foi até mesmo privatizada em alguns estados. Temos uma polícia com atribuições definidas de Polícia Judiciária com a missão constitucional de investigar e fazer o inquérito policial que efetua policiamento ostensivo, uniformizadas com viaturas padronizadas que possui inclusive grupos de operações especiais . ( Polícia Cívil?)
Temos uma Polícia Federal que tem a missão constitucional de polícia judiciária da União, polícia marítima ,aérea e de fronteiras que deve atuar em um pais de medidas continentais, com um efetivo extremamente insuficiente com cerca de 7 mil policiais. Isso sem falar nas mazelas tais como desvio de função, divulgadas diariamente pela mídia, existentes nas nossas polícias militares.
Estes são apenas uns de outros muitos exemplos, que não julgo serem certos ou errados, apenas sei que estão legalmente incorretos.Se a utilização destas polícias na realização de outras atividades para as quais não foram designadas forem realmente tão necessário, deveriam ser realizados estudos para uma mudança na legislação para que pelo menos elas pudessem atuar dentro do princípio da legalidade.
Segurança nas Organizações: – Será que o modelo de Gestão de Segurança Pública adotado perdeu o sentido de atualidade e, de certa forma, precisa ser mais bem dimensionado?
Bruno Wille:- Creio que sim, como tudo que existe sofre evolução constante, com a segurança pública não poderia ser diferente.
Vejamos um exemplo concreto: Temos no nosso país, 3 polícias federais de segurança pública ( Polícia Federal, Polícia Ferroviária Federal e Polícia Rodoviária Federal) e 2 polícias estaduais( Polícia Militar e Polícia Cívil) em cada estado tendo se então menos de 100 polícias no país.
Nos EUA por exemplo existem mais de17000 (dezessete mil) polícias, cada uma com atribuição bem definida, forma de atuação padronizada e principalmente atuando de forma a colaborar uma com as outras. Pelo fato de serem polícias com atividades especificas e bem definidas, seus profissionais podem ser treinados até obterem o máximo possível de conhecimento naquela área,possibilitando assim uma atuação de forma mais eficiente e eficaz.
Além disso, a existência da corrupção se torna mais difícil pois quando se tem mais polícias aquela "falta de vontade" de apurar fatos delituosos, aquele corporativismo, já conhecido por todos nós é enfraquecido e a fiscalização de uma polícia sobre a outra passa a ser uma realidade que contribui a evitar abusos e crimes diversos.
Segurança Empresarial: – Qual seria sua sugestão, como contribuição, para permitir o melhor aproveitamento das Instituições de Segurança Pública na Ordem Jurídica atual?
Bruno Wille:- Deveriamos aumentar o número de polícias. Como pode uma Polícia Federal, por exemplo, desempenhar uma gama de atividades tão variadas e distintas como: escolta de presos federais, atuar na fronteira terrestre e marítima, ser a Polícia do poder Judiciário, do Executivo, do Legislativo , exercer as funções de polícia portuária, aeroportuária etc?
Não seria mais racional termos polícias específicas para atividades específicas? Poderia- se treinar o policial dentro da especialidade da sua polícia até que ele adquirisse expertise naquela área.Deveriamos evitar que este polícial pudesse ser transferido para outra área totalmente diversa da sua área de atuação( como exemplo, estar lotado na entorpecentes por 10 anos e ser transferido para Roubo de Cargas) evitando-se assim, a perda tempo, dinheiro público além de evitar a fadiga física, mental e psicológica do profissional. Não custa lembrar que nos EUA, exitem mais de 17.000 agências policiais, servidas por um contingente de recursos humanos superior a 900.000 indivíduos, sendo 1.600 agências policiais federais e autônomas, 12.300 departamentos de polícia municipal e de condado e 3.100 xerifados.
É importante observar que não defendo a criação de novas polícias, com todos os custos adicionais aos cofres públicos,mas sim a tranformação dos Seguranças do Judiciário, Guardas Portuários, Agentes Penitenciários , guardas municipais etc em policiais. Como exemplo ilustrativo,cito a Guarda Portuária Federal ,que tem um efetivo maior do que o da Polícia Federal , (com cerca de 10000 homens), seus componentes atuam nos portos armados, cercados de total infra estrutura, bem treinados, conhecedores de todas as nuances caracteristicas dos Portos brasileiros. O que falta? Apenas a mudança de nomenclatura, através de emenda constitucional, para Polícia Portuária Federal.
Segurança nas Organizações – Que medidas deveriam ser adotadas no Campo da Segurança Pública para minimizar os efeitos da criminalidade?
Bruno Wille: - É importante atentar que apenas a repressão, isoladamente, não é eficaz no controle do crime. Deve-se atuar de forma conjunta com as medidas preventivas da criminalidade. Esta prevenção pode ser dividida da seguinte forma:
Primeiro combater os fatores indutores da criminalidade antes que estes incidam sobre o indivíduo, atuando nas áreas da saúde, transporte, educação, moradia etc.
Logo depois deve-se atuar preventivamente em cima dos grupos com maior predisposição a cometer delitos, ou seja, agir sobre os grupos de risco, erradicando seu caráter potencializador do delito.
Por último deve-se tratar da população carcerária, tentando se evitar a reincidência, Operar, pois, no âmbito penitenciário através de programas de reabilitação e ressocialização, buscando a reinserção social e o amparo à família do preso.
Seg. nas Organizações: – Como os Operadores da Segurança Pública poderiam atuar para equacionar a violência urbana?
Bruno WIlle:- Creio que a realização de diagnósticos das situações de cada área para a obtenção dos seus potenciais riscos de crime deveriam ser elaborados de maneira mais técnica.
A utilização de matrizes de analises de risco deveriam ser largamente utilizadas para a identificação dos principais riscos de ocorrências de crimes, além de sua probabilidade de ocorrência, impactos na sociedade e principais atores ameaçadores.
Essas matrizes são de grande utilidade não só para se conhecer os riscos mas principalmente para priorizá los de forma a cometer o menor número possível de erros no Planejamento Estratégico.
Somente assim, conhecendo realmente o que combater, onde combater, como combater, e quem combater poderemos realizar contra medidas mais eficazes para equacionar a violência urbana.
Bruno Wille é Especialista em Segurança
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